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Virada. Não é apenas um termo que pode ser usado em uma partida, quando uma equipe sai perdendo e termina vencendo. Também pode ser usado quando uma equipe está mal e se recupera durante a temporada. Por isso, a vitória desta quarta (21) por 1×0 sobre o Maringá serviu como o ponto definitivo de virada do Paraná Clube. De um dos piores times da Taça Dionísio Filho, o Tricolor encerrou a Taça Caio Júnior como o melhor, somando 13 dos 15 pontos possíveis, e tendo o mando da semifinal contra o Londrina, domingo (25), às 16h, e também em uma possível final, caso se classifique. E o protagonista dessa virada também está vivendo um momento semelhante.

Confira como foi o jogo no nosso Tempo Real!

Carlos Eduardo, o camisa 10 da Vila, é um jogador de qualidade. Daqueles diferentes. Foi revelação no Grêmio, cotado pra jogar Copa do Mundo, vendido a preço alto para a Europa. Mas aí tudo mudou. Caiu de produção, sofreu com lesões, fracassou no Flamengo, no Atlético-MG e no Vitória. O destino dele se cruzou com o do Paraná quando ambos estavam precisando um do outro. Ele queria um lugar para ser bem recebido e voltar a jogar. O Tricolor precisava de um líder técnico, carência desde a saída de Renatinho.

E a Taça Caio Júnior provou que a aposta dos dois funcionou. O Paraná ganhou com Carlos Eduardo, e o jogador ganhou em mudar para Curitiba. Na noite desta quarta, numa fria Vila Capanema, a partida estava muito agitada. Tanto os donos da casa quanto os visitantes maringaenses tinham dificuldades em manter os nervos no lugar. Típica conduta de times que lutam pela classificação. E até o árbitro Sandro Meira Ricci entrou na tensão do jogo, o que não deveria acontecer para alguém que vai representar o Brasil na Copa do Mundo – a ponto de ele bobear e não marcar um pênalti de Thiago Cristian no primeiro tempo.

Alemão luta com Carlão. Os dois eram dos mais tensos em campo. Foto: Albari Rosa
Alemão luta com Carlão. Os dois eram dos mais tensos em campo. Foto: Albari Rosa

Quando veio o intervalo, o técnico Rogério Micale pediu calma aos jogadores. De nada adiantava a correria sem sentido que acontecera nos 45 minutos iniciais. Tanto que o Paraná só teve duas chances – uma bem no começo, com Wesley Dias, outra com (claro) Carlos Eduardo cobrando falta. De resto, muitas faltas, muitos erros de passe e até contusões, com o maringaense Fabrício e o tricolor Neris saindo por lesão.

Só que os donos da casa voltaram assustados. Viram o Maringá tomar conta da partida, ameaçarem o gol de Richard e quase abrirem o placar com Bruno Batata. A torcida se preocupou, Micale corria de um lado para o outro à beira do gramado. O Paraná se perdeu. Mas um lançamento longo, despretensioso, chegou em Vitor Feijão, e ele ganhou na velocidade e quando tirou de Fábio, o goleiro tocou a bola com a mão fora da área. Falta e cartão vermelho.

Confira a classificação final da Taça Caio Júnior!

Era a hora do Tricolor resolver a parada. Não seria tão simples, porque a atuação era abaixo das anteriores. Mas quando se tem um jogador de qualidade em campo, ele pode decidir em um lance. Foi o que aconteceu. Aos 25 minutos, a bola sobra na entrada da área e Carlos Eduardo chuta colocado. Edinaldo, que acabara de entrar, não alcança. Gol do Paraná Clube. O único do jogo. Resultado que garante o primeiro lugar – e que não eliminou o Maringá, que ficou na segunda posição do grupo A e enfrenta o Atlético no domingo às 20h, na Arena da Baixada. Era o gol da vitória da virada paranista, e também de Carlos Eduardo.