Jogar longe da Vila Capanema tem sido um dos grandes problemas para o Paraná Clube. Não apenas na disputa do Campeonato Brasileiro, onde é o dono do pior rendimento como visitante, mas durante toda a temporada. Em duelos pelo Campeonato Paranaense, pela Copa do Brasil e Série A, o time paranista fez 17 jogos, mas conseguiu apenas uma vitória, com quatro empates e 12 derrotas. Esse rendimento de apenas 13% quando joga fora de casa, se não for mudado, pode ser determinante para a queda do Tricolor à segunda divisão. A mudança precisa, na verdade, ser imediata, a começar pela partida chamada de “seis pontos” diante do Sport, domingo, na Ilha do Retiro.

O time paranista sabe que, além de fazer o dever de casa nos jogos realizados na Vila Capanema, precisa também pontuar fora. Por isso, o goleiro Richard afirmou que o grupo está encarando o duelo diante do Sport, que tem apenas cinco pontos a mais que o Tricolor na classificação, como uma verdadeira decisão.

“Temos que trabalhar tudo aquilo que for possível ser feito no jogo de domingo. É um jogo muito importante. Temos que pensar nesse jogo especificamente como primordial para a nossa sequência no campeonato. A gente sabe que a situação é muito ruim e que precisa ganhar. É trabalhar e para esse jogo como se fosse uma final, encarar como o jogo da vida e nunca desistir, isso é o mais importante”, apontou o goleiro paranista.

TAMBÉM NA TRIBUNA: “Castigo” de professor revolta alunos de escola em Curitiba

A campanha do Paraná Clube como visitante no Campeonato Brasileiro é pífia. Em dez partidas realizadas fora da Vila Capanema, o Tricolor somou apenas um ponto, diante da Chapecoense, no seu segundo jogo fora de casa no torneio. Nesses compromissos que fez como visitante, o time paranista conseguiu marcar apenas dois gols e sofreu nada menos do que 16. Números que comprovam o quanto o clube é instável nas partidas realizadas fora de Curitiba.

"É trabalhar para esse jogo como se fosse uma final, encarar como o jogo da vida", diz o goleiro Richard. Foto: Albari Rosa
“É trabalhar para esse jogo como se fosse uma final, encarar como o jogo da vida”, diz o goleiro Richard. Foto: Albari Rosa

Na lanterna do Brasileirão, o Paraná precisa de uma reação imediata. O caminho para sair a zona de rebaixamento é longo e, a cada tropeço na competição nacional, a missão do Tricolor para tentar se livrar da segunda divisão do ano que vem fica mais complicada.

“Houve uma melhora, mas infelizmente não estamos conseguindo concluir as jogadas em gols. Precisamos melhorar isso urgente para sair dessa zona desconfortável que ninguém gosta de ficar. O discurso é ganhar o quanto antes. A gente precisa dar uma resposta para o torcedor, para a diretoria e até para nós mesmo. Temos condição de dar a volta por cima”, reforçou Richard.

Para escapar do rebaixamento, o Paraná terá que, obrigatoriamente começar a pontuar fora de casa. O time paranista tem apenas mais oito partidas para jogar na Vila Capanema. Se conseguir 100% nesses duelos, o Tricolor somará 39 pontos apenas. Pontuação insuficiente para evitar a degola. Por isso, o time de Claudinei Oliveira precisa mudar seu rumo nas partidas que serão realizadas fora de casa a partir de agora.

Confira a tabela e a classificação do Campeonato Brasileiro!

A única vitória do Paraná Clube atuando como visitante aconteceu no dia 18 de março, pelo Campeonato Paranaense, quando derrotou o Foz do Iguaçu por 2×0, na fronteira. Pelo Estadual, o Tricolor atuou mais quatro vezes como visitante e somou duas derrotas e dois empates.

Jogar fora de casa foi também um problema para o Paraná na disputa da Copa do Brasil. Na primeira fase, o Tricolor perdia para a URT, em Minas Gerais, mas conseguiu o empate em 1×1 já nos acréscimos. Na fase seguinte, o time paranista acabou sendo eliminado ao perder para o Sampaio Corrêa por 1×0, no Maranhão.

+ APP da Tribuna: as notícias de Curitiba e região e do Trio de Ferro com muita agilidade e sem pesar na memória do seu celular. Baixe agora e experimente!