O Paraná Clube conseguiu, mais pela incompetência dos seus adversários, escapar da queda à Terceira Divisão, mas vem colecionando seguidos vexames na disputa da Série B do Campeonato Brasileiro. O mais recente foi na tarde deste sábado (12), na Vila Capanema, quando pregou um clima de decisão para enfrentar o Criciúma, só que mais uma vez jogou mal e acabou perdendo para a equipe catarinense por 2×1. Entretanto, com os resultados negativos do Joinville para o Goiás e do Bragantino para o Vasco, o Tricolor garantiu sua permanência na Segundona do ano que vem com duas rodadas de antecedência e já pode pensar em 2017.

O técnico Roberto Fernandes que, apesar do aproveitamento pífio de 25% a frente do time paranista depois de nove jogos realizados, conseguiu seu objetivo de evitar o rebaixamento do Tricolor à terceira divisão, prefere crer nos méritos do Paraná na luta contra a degola do que propriamente na ausência de bons resultados dos seus concorrentes.

“O campeonato de pontos corridos é a somatória de pontos. Na última terça-feira, em Belém, eu falei que este pontinho (contra o Paysandu) poderia ser o ponto da salvação. Em relação a dizer que o Paraná escapou por conta dos outros, não. O Paraná tem mais dois jogos e teríamos, na última rodada, o Tupi aqui. Com certeza absoluta, independente de ter escapado ou não, a obrigação do Paraná é evidente, mas tem que buscar a vitória para que termine a competição da melhor forma possível”, apontou o treinador do Tricolor.

Apesar de entrar em campo dependendo das suas forças, mas com a necessidade de vencer o Criciúma para se manter na Série B, o time paranista foi muito mal. Acostumado a dar desculpas pela sequência de resultados ruins a frente do Tricolor, Roberto Fernandes culpou, agora, o desgaste do Paraná pelo revés sofrido para o Tigre, dentro de casa.

“A gente falar como se deu essa fuga de rebaixamento é muito pessoal. Eu acho, estamos falando de achômetro, se o Joinville ganhasse o jogo ontem (sexta), o espírito da equipe hoje tivesse sido outro. Talvez, não sei. Três jogos em sete dias com duas viagens desgastantes. Fomos para os dois extremos do país, Florianópolis, Belém e, depois, Curitiba. O clima de atenção ou até de tensão era um. Depois da virada do Goiás, houve um alívio”, emendou.

Com este aproveitamento e por não fazer o Tricolor jogar bem, Roberto Fernandes dificilmente deve permanecer no clube para 2017. Agora livre do rebaixamento, o treinador despistou quanto ao seu futuro no Paraná. “O planejamento de 2017 não foi discutido comigo até porque o pensamento era de terminar primeiro o trabalho para depois começar outro. Os adversários já estão fazendo alguns testes e o Criciúma é um exemplo disso. No decorrer da semana, deve entrar em pauta”, concluiu o comandante paranista.