2018 tinha tudo para ser um ano inesquecível para o Paraná Clube. Depois de dez anos amargando a disputa da Série B, o Tricolor, enfim, estava de volta à elite do futebol brasileiro. Além disso, com mais dinheiro da cota de televisão, era a chance de montar um time mais competitivo. Mas, desde o início, a temporada tomou um caminho bem diferente do esperado.

Começando ainda no final de 2017. Alguns dos principais nomes do acesso, comos os zagueiros Iago Maidana e Eduardo Brock e os meias João Pedro e Renatinho não permaneceram. Para repor as peças que saíram, o time paranista, mesmo com um orçamento maior em relação a temporadas anteriores, optou por trazer jogadores sem tanto mercado e, consequentemente, mais baratos, reformulando o elenco com várias apostas.

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Por outro lado, o Paraná Clube confirmou a volta do técnico Wagner Lopes, que foi quem iniciou, juntamente com o gerente de futebol, Rodrigo Pastana, o planejamento do elenco que em novembro conquistaria o retorno à Série A.

Porém, bastou um mês para tudo desandar. Com apenas sete jogos no comando, o treinador foi demitido em meados de fevereiro e, após a eliminação na Copa do Brasil pelo Sampaio Corrêa, para o seu lugar foi contratado Rogério Micale, que vinha com o respaldo de ter sido campeão olímpico em 2016 e trabalhar com a garotada. Na sequência, outros jogadores foram sendo contratados, com alguns mais experientes chegando para a disputa do Campeonato Brasileiro.

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Só que assim que começou o Brasileirão, o fiasco foi se agravando. Com quase 50 atletas contratados no total ao longo do ano, o Tricolor não conseguiu em nenhum momento ter uma regularidade. A primeira vitória veio somente na nona rodada, seguida de mais um triunfo. Ali foi o melhor momento, quando o time alcançou a modesta 18ª colocação, que foi o máximo conquistado, além do 13º lugar na primeira rodada.

Até lá, foram cinco derrotas e três empates. Na parada para a Copa do Mundo, o discurso era de otimismo, com tempo para trabalhar, recuperar jogadores lesionados e até fortalecer o grupo. Vieram nomes como os meias Nadson e Maicosuel, com história no clube, o zagueiro Renê Santos e o atacante Rafael Grampola, mas, após o Mundial, a queda foi vertiginosa. Desde então, em 20 jogos, foram 14 derrotas, cinco empates e uma única vitória. O que escancara os motivos do rebaixamento tão precoce.

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Na tentativa de melhorar o desempenho, mais trocas no comando técnico. Micale foi demitido e Claudinei Oliveira chegou. No entanto, o novo treinador, sem uma vitória sequer, se mandou para a Chapecoense. Dado Cavalcanti chegou mais para iniciar um planejamento para 2019 do que conseguir um verdadeiro milagre, que de fato não aconteceu. Antes disso, Rodrigo Pastana, apontado como um dos culpados pela má fase, também se desligou do clube. Nada que surtisse efeito para que as vitórias surgissem.

Inclusive, algumas dispensas e afastamento na reta final do Brasileirão aconteceram, dando sinais que as cartadas estavam sendo dadas para todos os lados, mas sem, de fato, uma coerência. Erros de estratégias que foram sendo acumulados ao longo de todo 2018 e que se refletiram dentro de campo.
Se 2018 era visto pelos paranistas como o grande ano dos últimos tempos para o clube, acabou, de fato, entrando para a história, mas como um dos piores já vividos em quase três décadas.

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