Era preciso dar uma resposta, mostrar em campo que é possível. O Paraná Clube enfim fez isso, enfim mostrou que tem condições de lutar pelo acesso para a primeira divisão. Venceu com autoridade o Vasco por 2×1, terça-feira (28), em São Januário. E isso com seis desfalques, com Marcelo Martelotte tendo tremenda dificuldade para montar a equipe. E passou por cima disso, por cima do melhor time da Série B e até mesmo de erros da arbitragem para conquistar a vitória mais importante do Tricolor nos últimos anos.

Veja como foi a vitória paranista no Tempo Real da Tribuna!

É bom lembrar que João Paulo, Pitty (tudo bem que esses dois não são tão desfalques assim), Jean, Lucas Otávio, Anderson Uchôa e Nadson estavam fora. Em campo, Rafael Carioca teve que ir ao seu limite físico, pois já se sabia que não iria aguentar os 90 minutos. Os assistentes da arbitragem erraram pelo menos três vezes em impedimentos, barrando bons ataques paranistas. E ainda havia Nenê, que voltou a jogar bem e é um jogador diferenciado na Segundona – seria também na primeira.

E assim, com todos os obstáculos possíveis, o Paraná foi corajoso em São Januário. Não sentiu o gol sofrido. Falha defensiva, inclusive, logo a seis minutos do primeiro tempo. Madson cobrou lateral, a bola passou por toda a defesa e chegou em Nenê, que chutou de bate-pronto e venceu Marcos. Sem temer os donos da casa, como prometido, o Tricolor passou a controlar o meio-campo, com participação importante de Murilo e Válber, esse o destaque da etapa inicial.

Jogando com naturalidade, o empate veio, depois de algumas bons lances ofensivos. Aos 34 minutos, Robson cobrou falta na área e Jorge Henrique desviou para o próprio gol, surpreendendo Martín Silva. Basso comemorou, mas a arbitragem realmente confirmou o gol contra. Era o prêmio para um time organizado, que encarava de frente o mais arrumado dos times da Segundona.

No segundo tempo, o Paraná mudou a postura. Passou a jogar nos contra-ataques e viu o Vasco crescer. Com Nenê tentando e Marcos defendendo. Com Rodrigo cabeceando para fora. E com a incrível defesa do camisa 1 paranista numa pancada de Andrezinho à queima-roupa – um leve desvio que levou a bola a explodir no travessão. Apesar do domínio, os cariocas sofriam a pressão da torcida, que vaiava alguns jogadores e enervou o time inteiro.

Com inteligência, o Tricolor foi esperando a hora certa de dar o golpe final. Começou a se soltar nos contra-ataques, tentou prender mais a bola com a entrada de Robert. E mesmo atabalhoado o centroavante foi importante. Aos 42 minutos, ele tentou lançar e foi brecado por Aislan. Só que o zagueiro chutou a bola no rosto de William e acabou “lançando” Robson, que driblou Rodrigo e apenas rolou para Murilo virar o jogo. Um gol importantíssimo não só para a vitória, mas para a sequência da temporada.

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