Em reunião extraordinária na noite desta terça-feira (26), o Conselho Deliberativo do Paraná Clube colocou a sede social da Kennedy, no bairro Rebouças, local do encontro, como o principal tema da discussão. A mesa diretoria explicou que o terreno não pode ser vendido e nem leiloado, apesar do desejo de parte da torcida.

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O imóvel de 28 mil metros quadrados é doado pela prefeitura para o Esporte Clube Água Verde, que depois virou Pinheiros, clubes de origem do Tricolor, e não pode ser vendido e nem leiloado. O impedimento é por uma lei municipal, sancionada em 16 de abril de 1958, pelo então prefeito Ney Braga. Ou seja, em 2015, quando colocou 70% do local à venda, por R$ 60 milhões, o clube não poderia negociar a transação.

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O terreno, através de uma intervenção judicial, até tem direito a ser vendido, mas o valor obtido não pode ser utilizado para pagamento de dívidas. Esse é justamente o embasamento da torcida Fúria Independente, que exige o fim das atividades sociais, com a venda da Kennedy, para aliviar a situação crítica do Paraná. Dessa forma, a solução cai por terra.

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Na reunião, os torcedores se fizeram presentes e o público foi maior que o normal. O mau tempo em Curitiba atrapalhou uma presença maior. Além de conselheiros, mais sócios que o habitual acompanharam o evento após mobilização nas redes sociais. Ainda houve uma aglomeração do lado de fora de torcedores que não são associados e foram impedidos de entrar. A imprensa também não teve acesso.

Existem, porém, duas formas de “burlar” essa situação. Uma é através de uma autorização judicial que permita a venda do imóvel, e a outra é utilizar os valores da venda para a compra de outros imóveis com a mesma finalidade, que são de lazer e recreação esportiva. De qualquer forma, nenhuma dessas formas de transação podem ser utilizadas para o pagamento das dívidas do clube.

Atualmente, o Paraná deve cerca de R$ 125 milhões, de acordo com o informado no balanço apresentado ao Conselho. No final de 2017 era R$ 170 milhões. Quando colocou 70% do imóvel à venda em 2015, mesmo sem poder, a direção pedia R$ 60 milhões. Ou seja, a transação, se fosse possível, não resolveria nem de perto o passivo paranista. Ainda assim, há pessoas dentro do clube que defendem e falam que é possível vender a sede social.

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