Não tem como negar. 2018 foi um ano para o Paraná Clube esquecer. O torcedor que foi recepcionar o elenco vitorioso do ano passado no Aeroporto Afonso Pena jamais imaginava que a temporada seguinte seria um verdadeiro filme de terror. Na festa do acesso, na Vila Capanema, os paranistas aplaudiam cada jogador, cada membro da comissão técnica. Até dirigente foi aplaudido. Quem diria, hein?

Um dos nomes mais valorizados no ano passado, Rodrigo Pastana foi um dos personagens mais criticados deste ano – se não for o mais. O executivo de futebol, que se virou como pôde para montar o elenco do acesso, ganhou carta branca novamente em 2018. Porém, o desafio era muito maior. Afinal, a permanência na elite do futebol brasileiro estaria em jogo. Pela frente, o Paraná não teria mais CRB, Sampaio Corrêa ou Brasil de Pelotas. Era necessário montar um esquadrão barato e competitivo para lutar contra Flamengo, Corinthians e Palmeiras.

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Veio o fracasso. Pastana contratou mais de 70 jogadores no 1 ano e nove meses em que esteve à frente do departamento de futebol do Paraná Clube. Só em 2018 foram 34 atletas, sendo que muitos deles já pegaram suas mochilas e deram o fora da Vila Capanema. A carta branca dada a Pastana fez com que a situação desgastasse outro personagem negativo nos bastidores neste ano.

Trata-se do próprio presidente Leonardo Oliveira. O comandante do Tricolor segurou o dirigente até onde deu. Enquanto a torcida mandava Pastana todo jogo para “aquele lugar”, os conselheiros pressionavam o mandatário paranista para o cartola ser demitido. Mas, o chefão do Tricolor bancava a permanência do executivo. O desgaste foi grande. Mas, mesmo assim, Leonardo Oliveira foi reeleito presidente do Paraná, nas eleições de chapa única.

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Em campo, foram muitos personagens que ficaram marcados para o torcedor do Paraná. Quem aí não lembra de Léo Itaperuna? Caio Henrique? Deivid? E muito mais. Mas, quem puxa a fila mesmo é o tal do “reforço de Série A”. Sim, Carlos Eduardo. O meio-campista foi anunciado com créditos de ter quase ido pra Copa do Mundo. No fim, rescindiu contrato com o Tricolor e foi parar no Coritiba, onde também não tem feito muita coisa.

Por fim, o que falar de Claudinei Oliveira? Quando ele chegou, a missão já era complicada. Mas, no comando técnico do Paraná, ele teve a proeza de conquistar apenas 9% de aproveitamento. Foram três empates e oito derrotas. Ele deixou o Tricolor e fechou com a Chapecoense, em mais uma comprovação de que a “urucubaca” esteve instalada na Vila Capanema em 2018.

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