O tempo para lamentações é curto. Mas o tempo da reabilitação passou faz tempo. Após uma semana decepcionante em todos os sentidos, o Paraná Clube tenta mudar a história e estancar a queda técnica a partir do jogo desta terça-feira (27) às 19h15, contra o Botafogo-SP, em Ribeirão Preto. Na última rodada do primeiro turno, chegou a hora de virar a página.

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Foram duas partidas em casa na semana passada. Na terça (20) e no sábado (24), histórias bastante semelhantes. Diante do Atlético-GO, um time com mais recursos técnicos, o Tricolor pouco criou. Contra o Criciúma, que luta para fugir do rebaixamento na Série B do Campeonato Brasileiro, até houve mais chances, mas a sequência de erros impediu uma vitória.

Os dois empates irritaram muito a torcida – mesmo que haja um certo atenuante no jogo do sábado, pois o Paraná teve dois pênaltis não marcados pela arbitragem. No primeiro tempo, Rafael Furtado foi derrubado por Derlan. E no finalzinho da partida, o mesmo Furtado teve um cruzamento desviado por Thales com o braço. Mas, em contrapartida, o Tricolor jogou quase vinte minutos com um jogador a mais, por conta da expulsão de Caíque.

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Os resultados fizeram o time ficar empacado na classificação da Segundona. Com 25 pontos e sete jogos sem vencer, o que era uma campanha de lutar pelo acesso se tornou uma participação apenas intermediária. Claro que com uma vitória sobre o Botinha amanhã a régua volta a subir e o Paraná pode se aproximar das primeiras colocações. Mas é preciso reagir.

Guilherme Santos disputa com Foguinho. Foto: Felipe Rosa
Guilherme Santos disputa com Foguinho. Foto: Felipe Rosa

Inclusive fora de campo, pois a tensão por conta dos salários atrasados tomou conta do ambiente tricolor no final da semana passada. Ameaça de não haver concentração, reunião com dirigentes, reunião entre jogadores, promessa de pagamento no início desta semana e muitas dúvidas rondaram o Tricolor. “Não nos deram um prazo para pagar. A diretoria tem que saber isso aí, nós temos que fazer o que sabemos que é jogar”, disse o lateral Guilherme Santos.

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E por mais que todos digam que não há um impacto, é óbvio que todo esse ambiente contamina o rendimento em campo. O técnico Matheus Costa já havia admitido isso após o empate com o Atlético-GO. Minimamente porque a relação do elenco com a diretoria se desgastou. “Temos que ser profissionais e trabalhar. Série B tem isso aí, temos que buscar ganhar. Independente se eles pagam o salário ou não. O presidente é que tem que saber”, alfinetou o lateral-esquerdo paranista.

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Por conta de todas estas situações, a semana será bastante importante para o Paraná Clube. A diretoria garante que vai pagar os salários atrasados esta semana – espera apenas a transferência dos valores referentes à venda de Jhonny Lucas para o Sint-Truidense, da Bélgica. E em campo, diante do Botafogo-SP nesta terça, no estádio Santa Cruz, e do Vila Nova, na sexta-feira (30), no Durival Britto, o Tricolor terá que mostrar, de todas as formas, que realmente é um postulante a voltar para a primeira divisão do futebol brasileiro.