A preferência do técnico Fernando Diniz pela utilização de um goleiro que saiba trabalhar com os pés pode fazer o goleiro Marcos, ídolo do torcedor paranista e uma das referências do atual elenco, perder a condição de titular do Paraná Clube para a Série B do Campeonato Brasileiro. A pedido do treinador, a diretoria tricolor contratou o goleiro Felipe Alves, de 27 anos (ver página 30), que já está treinando com o grupo, teve sua condição regularizada junto à CBF e deverá ser o titular da meta paranista para o duelo contra o Náutico, amanhã, às 19h30, na Vila Capanema.

O novo estilo de jogar do Paraná Clube sob o comando do técnico Fernando Diniz, sobretudo com mais posse de bola e sem ligações diretas, pesou para a escolha do novo camisa 1 do Tricolor. Apesar de ser ídolo do clube e de ser o jogador mais experiente do grupo, Marcos, que aceitou reduzir seu salário para permanecer na equipe, está prestes a completar 300 jogos com a camisa paranista e não terá mais cadeira cativa no time tricolor.

O experiente goleiro tricolor, que está sentindo uma fadiga muscular, apenas fez um fortalecimento na academia na última sexta-feira e, mesmo que tenha condições de enfrentar o Náutico, deverá ser preterido pelo comandante paranista. A garantia, se o goleiro atuar, é que o Paraná Clube terá uma qualidade maior na saída de bola. Porém, pouco se comenta das qualidades de Felipe Alves debaixo da trave. Mesmo com a possível saída de Marcos do time titular, o zagueiro Luiz Felipe vê com bons olhos a chegada do novo reforço.

“O Felipe chegou e tem uma qualidade com os pés. E nesse estilo de jogo para a gente é bom porque se apertar podemos jogar com ele, como já estamos fazendo com o Marcão, que sai jogando ou quebra a bola. Será uma disputa boa. E aí deixa para o professor para ver quem ele vai optar para ser titular”, pontuou o defensor paranista.

Bronca

Na sua apresentação no Operário para a disputa da Série D, o meio-campo Marcos Paraná não poupou críticas ao atual técnico paranista. Segundo o jogador, Fernando Diniz teria se excedido nas cobranças após a derrota para o Vitória, na Vila Capanema e, a partir daí, o clima acabou ficando ruim para que o atleta permanecesse no Tricolor para a sequência da Segundona. “Ele acabou excedendo um pouco na cobrança sobre a minha pessoa, até soltou alguns palavrões no vestiário.

Isso acatou com um certo desânimo meu porque até então não tinha passado por uma situação como essa na minha carreira. Como a comissão técnica mudou, acho que o treinador deve ter um jogador da posição, então ele plantou essa sementinha. Graças a Deus eu tenho outro clube para trabalhar”, disparou.