O presidente do Paraná Clube, Leonardo Oliveira, negou qualquer possibilidade próxima de reforma, modernização ou reconstrução da Vila Capanema.

Segundo o mandatário paranista, o único projeto neste momento em relação ao estádio é a finalização da negociação com o Governo Federal pela cessão da praça esportiva ao Tricolor.

Neste momento, o local está sendo avaliado pela Superintendência de Patrimônio da União do Paraná (SPU), que determinará o valor que o Paraná deve à União pela posse irregular do local durante anos, assim como o aluguel que o clube pagará no futuro para permanecer no espaço. Em 2018, o Tricolor garantiu a posse da Vila por mais 30 anos.

“O único projeto que existe é a finalização da negociação com o Governo Federal para receber a cessão da Vila Capanema. Em relação à reforma, é um assunto superado. Foi algo ventilado dentro da imprensa, uma ‘cortina de fumaça’ que nunca passou pelo Conselho e já foi esclarecido”, declarou Oliveira, em transmissão ao vivo no canal paranista no YouTube, na última quarta-feira (9).

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Oliveira admitiu que tanto a região, como o próprio estádio, são problemáticos e necessitam de amplo projeto de revitalização.

“Precisamos de um projeto que venha a contribuir não só para o estádio, mas para a região no geral, já que nos últimos anos já sofremos com alagamentos no entorno”, explicou. “Mas, a princípio, o único projeto é a negociação com o governo federal”, concluiu.

Recentemente, dois projetos em relação ao estádio saíram de dentro do Conselho Deliberativo.

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O primeiro deles, apresentado em 27 de novembro, planejava um novo estádio no espaço em obra no valor de R$ 400 milhões, que seria bancado por investidores. Este projeto partiu de um grupo ligado ao próprio presidente Leonardo Oliveira.

Já em março, conselheiros encabeçados pelo empresário Naor Malaquias, espécie de oposição a Oliveira no Tricolor, apresentaram projeto de reforma do estádio, no valor de R$ 44 milhões.

Durante esta pandemia de coronavírus, o Paraná deixou a Vila Capanema à disposição das autoridades. A Defensoria Pública do Paraná, por sua vez, solicitou que a praça esportiva fique à disposição dos moradores de rua de Curitiba.

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