Sem vencer há seis jogos na Série B do Campeonato Brasileiro, o Paraná enfrenta o pior momento na competição. Neste período sem vitórias, somou apenas três pontos e desabou do quinto para o 13º lugar, agora nove pontos atrás do G4 e apenas cinco à frente da zona de rebaixamento.

Uma fase negativa que vem sendo construída justamente no período em que o Tricolor mais teve tempo para se organizar e melhorar. No total, as seis partidas foram disputadas em um intervalo de 34 dias, o que dá uma média de um duelo por semana. Porém, o técnico Marcelo Martelotte parece não ter ainda conseguido colocar seu padrão de jogo em campo, tanto que tem um aproveitamento de apenas 39%, com três vitórias, quatro empates e quatro derrotas, com as três vitórias conquistadas justamente em meio a uma maratona, com os três jogos disputados em oito dias.

No entanto, os maus resultados não são responsabilidade apenas do treinador. A falta de opções no elenco vem sendo um grande problema desde que ele chegou. Tanto que precisou, em algumas situações, improvisar os zagueiros Basso e Leandro Silva como volantes, assim como colocou o zagueiro Pitty na lateral-direita na derrota por 2×0 para o Brasil de Pelotas, na última sexta-feira, na Vila Capanema. Sem peças de reposição, ele vem sentindo dificuldades para encontrar alternativas diante as más apresentações. Muito por conta do departamento médico estar lotado. De uma vez só, todos os volantes de origem do elenco estavam machucados, por exemplo.

Uma questão que se agravou com a saída de Basso, que não renovou contrato e assinou com o Estoril, de Portugal. Apesar de ter vínculo com o Tricolor até novembro, ele foi liberado por, segundo a diretoria, não estar mais com a cabeça no clube, deixando Martelotte com uma opção a menos, mesmo sendo titular da equipe até então. Outro que pode deixar o clube, por situação semelhante, é o volante Jean, que foi sondado pelo Corinthians e pode ser negociado agora para que o Paraná ganhe uma quantia financeira, uma vez que ele tem vínculo somente até metade do ano que vem.

Fora das quatro linhas, a cobrança da torcida também vem atrapalhando. Na semana passada, membros da torcida organizada Fúria Independente invadiram a Vila Capanema para cobrar jogadores e comissão técnica a respeito dos maus resultados. Uma atitude que não caiu bem e que o próprio Marcelo Martelotte destacou que só atrapalharia o trabalho. Além disso, a conversa teve o aval da diretoria, indo no sentido contrário de quem era o verdadeiro alvo das críticas.

Por fim, o principal problema é a falta de dinheiro. Com um caixa apertado, o clube não encontra opções baratas no mercado para reforçar o elenco, virando uma verdadeira bola de neve, onde, sem dinheiro, o time enfraquece, os resultados não aparecem, a torcida não vai aos jogos e deixa o Paraná ainda mais sem dinheiro, sem sair deste ciclo vicioso. Números que complicam ainda mais a busca pelo tão sonhado acesso.

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