O Paraná Clube começou a temporada com o pé direito, ao vencer por 2×0 o Avaí, nesta quarta (25), na estreia na Primeira Liga, em um jogo marcado pela homenagem ao ex-paranista Caio Júnior, falecido no acidente com o avião da Chapecoense. Como mandante do campo, o time começou o jogo se impondo e mostrando quem eram os donos da casa, dando uma resposta aos torcedores mais pessimistas que temiam a falta de entrosamento. E não era à toa: Diego Tavares e Leandro Vilela, que pouco jogou em 2016, eram os únicos remanescentes da temporada passada.

No entanto, o entrosamento entre dois contratados, em especial – Renatinho e Ítalo – garantiu o sucesso no primeiro desafio Tricolor nesta temporada. O meia e o atacante atuaram juntos na boa campanha do Guarani no ano passado, que acabou resultando no título da Série C e a ascensão para a Segundona. Alex Santana, que entrou no decorrer da partida no lugar de Ítalo, também veio do Bugre, por indicação do executivo de futebol Rodrigo Pastana.

No primeiro gol paranista, Ítalo recebeu de costas para o gol e viu o velho conhecido chegando de frente. No toque açucarado, Renatinho abriu o marcador, o que deu ainda mais confiança ao time paranista, que se impôs no jogo desde os primeiros momentos. Na frente no placar, a equipe adotou uma postura ofensiva.

Nos 2 a 0, Renatinho cobrou escanteio com precisão, o ex-palmeirense Gabriel Dias raspou na bola, mas ela acabou sobrando para Ítalo deixar o dele, como se fosse uma retribuição, relembrando os velhos tempos. Aliás, vale ressaltar, que Renatinho, durante todo o jogo, foi um dos principais articuladores com jogadas de bola parada. Na estreia, ela acabou confirmando as características que destacou à ocasião da sua apresentação na Vila. “Tenho um bom drible e busco a finalização de média distância. Meu futebol é ofensivo, sempre visando o gol. O torcedor pode esperar muita dedicação, sempre”, disse. Visionário, Ítalo afirmou na sua chegada que o objetivo dele era vencer. “Tenho uma boa explosão. Busco essa jogada pelas beiradas, abrindo espaços para os meus companheiros”, se autodefiniu.

Na segunda etapa, mesmo quando começou a marcar mais o meio e a defesa, optando por sair apenas nos contra-ataques, o Paraná continuou mostrando presença em campo, apesar da baixa média de idade do grupo escalado. O goleiro Marcos, 40 anos, que jogaria na meta, acabou ficando de fora devido a uma lesão, o que acabou não só reduzindo o número de caras conhecidas em campo como também a média de idade do grupo para 23 anos. E este número caiu ainda mais ao longo do jogo, já que Wagner Lopes colocou em campo Bruno Cantanhede, de 23 anos, Alex Santana, de 21 anos, e o prata-da-casa Guga, de apenas 19 anos. Apesar da pouca idade, porém, o Paraná estreou com futebol de gente grande.