Confirmado como técnico do Paraná Clube para a temporada de 2018, Wagner Lopes pode quebrar algumas marcas no Tricolor no ano que vem. Depois de comandar, em 2017, o time paranista em 22 jogos, o treinador, caso tenha sucesso à frente do time paranista, certamente se tornará um dos técnicos que mais vezes comandaram o clube na última década, desde a queda para a Série B, ao término da temporada de 2007.

Wagner Lopes ficou no Paraná Clube de janeiro a maio deste ano e conquistou 12 vitórias, sete empates e somente três derrotas, totalizando rendimento de 65%. O treinador acabou acertando com o Albirex Niigata, do Japão, mas deixou o time paranista nas oitavas de final da Copa do Brasil e bem classificado na Primeira Liga. Antes, já havia levado o clube às quartas de final do Campeonato Paranaense.

Na última década, o top 5 dos técnicos que mais vezes comandaram o Tricolor é formado por Ricardinho, com 62 jogos, Marcelo Oliveira, com 50, Claudinei Oliveira, 47, Dado Cavalcanti, 38, e Roberto Cavalo, 37. Assim, somente em duelos pelo Campeonato Paranaense e Copa do Brasil, competições do clube nos primeiros quatro meses de 2018, Wagner Lopes já poderá entrar nessa lista.

Se tiver sucesso e conseguir encerrar a temporada de 2018, ele será o que mais vezes comandou o Paraná Clube recentemente. Se perdurar no comando do time paranista, o técnico fará pelo menos 50 jogos neste ano entre duelos pelo Campeonato Paranaense, Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro. Passará, então, a ter 72 jogos, superando os demais concorrentes, que não tiveram uma estabilidade no cargo nesta caminhada rumo à elite.

Além disso, Wagner Lopes iniciará o trabalho para a temporada de 2018 com uma missão difícil: iniciar e terminar o ano à frente do time paranista. Tarefa que não será fácil para o novo comandante paranista que não evitou o rebaixamento do Alibrex Niigata para a segunda divisão japonesa.

Desde 2008, o Paraná Clube teve nada menos do que 29 treinadores diferentes no comando da equipe. A média de três técnicos por ano prova as dificuldades que o clube teve nos dez anos seguidos que disputou a Série B. Nesta temporada, porém, quando conseguiu o acesso, as trocas no comando tiveram outros motivos além dos resultados em campo.

Depois que Wagner Lopes deixou o clube, a diretoria apostou em Cristian de Souza. Este sim deixou o Tricolor por conta da sequência de resultados ruins. Veio, então, Lisca, que apesar de ter um bom rendimento, foi demitido depois de brigar com membros da comissão técnica na véspera da semifinal da Primeira Liga, em um hotel de Belo Horizonte, diante do Atlético-MG. Coube então ao auxiliar da comissão permanente do clube, Matheus Costa, dar sequência ao trabalho e conduzir o time paranista de volta à primeira divisão.