Quando, há pouco mais de três semanas, o Coritiba foi a Paranaguá enfrentar o Rio Branco, o ambiente no Alto da Glória era de incerteza. O time vinha de atuações irregulares, e o trabalho do técnico Antônio Lopes era contestado.

Hoje, às 15h30, o Coxa volta ao Nelson Medrado Dias, mas agora com outra motivação. Assim como da vez anterior, é o último jogo antes de viajar para a Libertadores, mas o espírito alviverde está desarmado, a torcida está animada e Lopes começa a colocar suas idéias na formatação tática da equipe.

Na partida de 5 de fevereiro, a quinta do Coritiba em 2004, formava-se a quinta escalação diferente. “Estávamos todos procurando opções para acertar o time”, justifica Antônio Lopes, que só conseguiu “acertar o time? na semana seguinte, contra o Malutrom. Dali em diante, foram cinco jogos, com quatro vitórias e um empate e, principalmente, a formação de uma base que não mais foi alterada.

Mudanças, apenas por causa de lesões ou suspensões. De resto, 4-4-2 com dois volantes, liberação dos meias e subidas esporádicas dos laterais (um de cada vez) tomou conta do Coritiba. “Quando você tem condições de repetir a equipe, é claro que as chances de melhora aumentam muito”, explica Lopes, que coloca em campo hoje a mesma formação que começou a partida de quinta contra a Adap, quando o Cori teve sua melhor atuação na temporada.

Se a base está montada, o time titular ainda não. Isso porque dois dos “intocáveis? do futuro, os atacantes Aristizábal e Tuta, ainda não reúnem condições ideais de jogo. Por isso, ambos ficam no banco de reservas assim como Roberto Brum, titular há duas temporadas, mas que perdeu a disputa no meio-de-campo para Márcio Egídio e Ataliba, ambos muito elogiados por Antônio Lopes.

Por causa dos atacantes, o treinador coxa já tem duas alterações previstas para a partida desta tarde. Ari entra no início do segundo tempo, enquanto Tuta deve participar de cerca de trinta minutos. Perguntado se jogarão juntos, Lopes não tem dúvidas. “É claro que vão”, resume. Com essa taxativa resposta, é quase certo que Paranaguá vai ver, pela primeira vez, o “quadrado? ofensivo alviverde, que une Aristizábal e Tuta a Luís Mário e Igor. “Vai ficar legal”, festeja o “Papaléguas”, hoje o principal jogador do Coritiba.

O que mostra o interesse do Coxa pela vitória – o objetivo confesso é conquistar o título da Grupo D -, além de ser claramente um momento de adaptação dos jogadores ao sistema de Lopes, já pensando na partida de quinta contra o Rosario Central, na Argentina. “Se a gente quiser ir bem na Libertadores, precisamos estar prontos para jogar o paranaense também. O nosso objetivo tem que ser vencer todas as competições que estamos disputando”, resume Aristizábal, com conhecimento de causa.

CAMPEONATO PARANAENSE
RIO BRANCO x CORITIBA

Rio Branco: Júnior; Baiano, Tiago Soler, Luciano e Branco (Erminho); Júnior Gaúcho, Douglas Peruíbe, Alex Lopes e Ratinho; Carlinhos e Negreiros. Técnico: Gassem Yousef

Coritiba:

Fernando; Jucemar, Miranda, Reginaldo Nascimento e Adriano; Márcio Egídio, Ataliba, Luís Carlos Capixaba e Igor; Luís Mário e Laércio. Técnico: Antônio Lopes

Súmula
Local:

Nelson Medrado Dias (Paranaguá)
Horário: 15h30
Árbitro: Francisco Carlos Vieira
Assistentes: Ildefonso Trombeta e Sirley Piva