Os atletas paraolímpicos que estavam em Pequim foram recebidos ontem na Associação de Deficientes Físicos do Paraná (ADFP), local onde treinam. Além do reencontro, os paratletas receberam uma bela homenagem.

Estiveram presentes na associação Claudiomiro Segatto, Hemerson Kovalski e Maria Luiza Passos, representantes do tênis de mesa e o atleta da bocha adaptada Eliseu Santos, medalhista de ouro por equipe e bronze individual.

Conheça um pouco de cada paratleta e das suas conquistas: Eliseu Santos, 36 anos, tem distrofia muscular degenerativa e leva no currículo a Copa do Mundo do Canadá, Copa América e o campeonato brasileiro de 2006, além das duas medalhas olímpicas inéditas conquistadas em Pequim.

Claudiomiro Segatto teve que amputar a perna direita por causa de um tumor. Ele começou a treinar em 2001 e gostou do tênis de mesa por exigir técnica e concentração.

Dois anos depois ganhou o bronze no Parapan de Brasília, prata e bronze em Mar Del Plata (2005) e duas medalhas de ouro no Parapan do Rio de Janeiro (2007), quando foi eleito o melhor jogador de tênis de mesa das Américas.

Hemerson Kovalski ficou tetraplégico após um acidente de automóvel. O exercício de tênis de mesa que fazia parte do tratamento fisioterápico virou o esporte que Hemerson treina cinco vezes na semana, de quatro a seis horas por dia.

O resultado da persistência foi o primeiro lugar no Parapan Americano na Argentina (2005), vice-campeonato brasileiro (2005 e 06), mais prata e ouro no Parapan do Rio (2007).

Durante a gravidez, Maria Luiza Passos teve um tumor na coluna vertebral que a deixou sem movimento nas pernas. Hoje ela divide as cinco horas de treinos de tênis de mesa com trabalho de assistente de recursos humanos.

Em sua primeira competição internacional, Parapan em Caracas (1990), Maria Luiza ganhou a medalha de prata. Também esteve em Atlanta (1996) e no Parapan do Rio de Janeiro ganhou a medalha de bronze na participação por equipe.