O coordenador técnico da seleção brasileira, Carlos Alberto Parreira, admitiu nesta quinta-feira que alguns jogadores podem ser poupados na partida de sábado contra a Itália, em Salvador, válida pela última rodada do Grupo A da Copa das Confederações. O Brasil já está classificado para as semifinais do torneio e precisa de um empate para garantir o primeiro lugar da chave.

Parreira explicou que a comissão técnica conversou sobre a possibilidade de preservar alguns jogadores, mas ainda não tomou nenhuma decisão. “A gente falou genericamente na possibilidade de se poupar um ou dois jogadores. A possibilidade está no ar. Pode manter o mesmo time ou pode se poupar um, dois ou três jogadores pensando na semifinal”, disse.

Apesar da possibilidade do Brasil não ter força máxima diante da Itália, Parreira fez questão de elogiar o adversário e destacar as suas virtudes. Além disso, avaliou que a equipe dirigida por Cesare Prandelli atua de forma menos pragmática do que se acostumou a ver na seleção italiana. “A Itália mudou, tem um conceito diferente. Jogadores mais técnicos, jovens e rápidos. Tem um jogador que faz a diferença, que é o Balotelli. Tem o Pirlo. Tem o Buffon, que é um dos melhores goleiros do mundo”, comentou.

A Itália também está classificada para as semifinais da Copa das Confederações, mas nem por isso Parreira acredita que o duelo em Salvador perde em força e interesse. Para isso, lembrou a história das duas equipes, além de garantir que o Brasil será ofensivo, mesmo que precise apenas do empate para garantir o primeiro lugar do Grupo A.

“É um clássico entre um pentacampeão do mundo e um tetracampeão do mundo, de repercussão internacional. Ambas as equipes vão entrar para ganhar. Nós temos a vantagem do empate, mas vamos buscar a vitória. Ninguém quer perder um jogo desse”, afirmou.

Parreira garantiu também que a comissão técnica da seleção brasileira mantém a confiança em Fred, apesar do centroavante ainda não ter feito gols na Copa das Confederações, enquanto seu reserva imediato, Jô, marcou duas vezes – o próprio Jô, porém, já garantiu que não pensa em ser titular.

“É um jogador de presença de área, que define. Ele está participando, fez os passes. É um jogador que a comissão técnica confia. Os gols vão acontecer naturalmente. Ele não é obrigado a fazer gol, é obrigado a desempenhar bem. Não existe nenhuma pressão em cima do jogador”, disse Parreira, descartando qualquer mudança no ataque.

O coordenado técnico aproveitou para descartar qualquer associação entre o momento turbulento político do Brasil, com manifestações em várias capitais, e o atual momento da seleção. E destacou o apoio que a equipe recebeu no Castelão, na vitória por 2 a 0 sobre o México, na última quarta-feira.

“Futebol e política não se misturam. Vimos uma participação emocionante do torcedor em Fortaleza, um apoio integral. E emocionou de uma forma impressionante os jogadores”, disse. “A camisa amarela tem ser mantida afastada de qualquer tipo de situação que não seja esportiva”, comentou.

Assim, ele espera que a seleção brasileira continue dando alegrias ao torcedor na sequência da Copa das Confederações. “A melhor contribuição que a seleção pode dar, diante disso tudo que está acontecendo, é vencer os jogos e dar alegria ao torcedor”, afirmou.