Depois de mais uma reunião de longas horas entre proprietários de times e entre representantes do sindicato dos jogadores, que atravessou a madrugada deste sábado, a NBA ficou mais próxima de um acordo entre as partes, fato que poderá encerrar uma paralisação que já dura 149 dias. Após o novo encontro, os dois lados esperam iniciar a temporada 2011/2012 da competição no Natal, em pleno dia 25 de dezembro.

As partes envolvidas na nova reunião não trouxeram detalhes sobre a reunião e se limitaram apenas a dizer o que os jogadores e torcedores esperavam escutar. “Queremos jogar basquete”, afirmou David Stern, comissário da NBA.

Entretanto, este acordo verbal firmado entre representantes dos dois lados ainda precisa ser ratificado pelos proprietários de equipes e pelos representantes dos jogadores. “Chegamos a um acordo provisório que está sujeito a uma variedade de aprovações e maquinações muito completas, mas nos sentimos otimistas de que tudo será aprovado e que a temporada da NBA iniciará em 25 de dezembro”, completou Stern.

Caso este acordo seja realmente oficializado, Stern informou que as equipes começarão no dia 9 de dezembro os treinamentos para a temporada 2011/2012. Uma maioria de ambas as partes precisa aprovar o acordo. A NBA exige votos a favor de pelo menos 15 de 29 proprietários das equipes.

Já o sindicato dos jogadores se dissolveu no último dia 14 de novembro e chegou a processar a NBA em duas ações antimonopólio. Para aprovar o acordo, o sindicato exige uma aprovação da maioria dos seus 430 integrantes. Com o novo acordo, porém, o último processo em vigência, em andamento hoje no tribunal de Minnesota, deverá ser encerrado. O outro processo, que corria na Califórnia, já foi retirado pelos atletas.

A paralisação na NBA começou no dia 1.º de julho, quando venceu o antigo acordo entre os jogadores e as equipes. Por conta do impasse, o primeiro mês do campeonato 2011/2012, que começaria em 1.º de novembro, e metade do segundo, até o dia 15 de dezembro, já foram cancelados. Ainda neste mês, os jogadores recusaram um “ultimato” dado pela liga, que apresentou uma última proposta com divisão igual das receitas entre as partes.