A diretoria do Paraná Clube, diante da escassez de bons resultados e de bom futebol, decidiu trocar o comando técnico depois de pouco mais de um mês desde a apresentação para a temporada de 2018. Saiu Wagner Lopes e Rogério Micale foi o escolhido para tentar dar um rumo diferente ao ano do Tricolor. O novo comandante paranista tem, segundo o executivo de futebol Rodrigo Pastana, o perfil que o clube precisa.

“Na verdade ele (Rogério Micale) foi escolhido pela linha de trabalho. Conheço o Micale há alguns anos e a linha de trabalho dele casa muito com aquilo que a gente acredita. Em qualquer trabalho, principalmente no ramo esportivo, ter convicção é algo fundamental. Temos convicção. Acreditamos em uma linha de trabalho, conheço muito o trabalho do Micale e que casa com o que a instituição precisa e por isso a escolha dele”, cravou o dirigente paranista.

Pastana, depois da eliminação na Copa do Brasil para o Sampaio Corrêa, na semana passada, chegou a falar que algumas mudanças no elenco também deveriam acontecer. Na apresentação do técnico Rogério Micale, o dirigente afirmou que a partir de agora, qualquer modificação no time, seja na saída ou na chegada de novos jogadores, dependerá do novo comandante paranista.

“Falei, na ocasião, que uma coisa era consequência da outra. As mudanças dependiam da chegada do treinador. Em nenhum momento falei que dispensaria algum atleta, que alguém foi afastado, como foi divulgado amplamente. Essas alterações dependem, claro, da nova comissão técnica. Por isso falei que era óbvio que teriam sim alterações com a chegada do novo treinador, até para deixá-lo a vontade quanto alguma modificação no elenco”, reforçou Pastana.

Apesar de o técnico Rogério Micale ter conseguido bons resultados nas categorias de base dos clubes que passou e na seleção brasileira olímpica, em um time profissional do Brasil o treinador ainda está buscando emplacar um grande trabalho. É com essa expectativa que o treinador inicia o trabalho no Paraná Clube, mas sabendo de todas as dificuldades que terá pela frente.

Além de conseguir dar uma cara ao Paraná, que recebeu 20 jogadores desde o início do ano, o técnico Rogério Micale terá que melhorar o ambiente no vestiário paranista. Essa, inclusive, teria sido uma das causas da demissão do técnico Wagner Lopes, há dez dias.