O executivo de futebol do Paraná Clube, Rodrigo Pastana, foi o responsável pelo anúncio oficial do desligamento do técnico Wagner Lopes da equipe. O porta-voz fez questão de frisar que a decisão foi devido ao fraco desempenho do time e não foi baseado somente em resultados.

“Nós entendemos que o desempenho da equipe não condiz com o tempo de trabalho então, em comum acordo, decidimos pelo desligamento. Mesmo na partida que ganhamos, não tivemos um desempenho fenomenal e a gente já tem 45 dias de trabalho. É isso que foi julgado e o Wagner sabe disso, fomos muito transparentes com ele”, garantiu.

Sobre a contratação de muitos jogadores para compor o elenco paranista em 2018, Pastana acredita que isso não interferiu para que o trabalho de Lopes fosse prejudicado, pois segundo ele, o que foi avaliado para o desligamento foi a parte tática aplicada e a evolução da equipe.

Confiança

“Confio e tenho convicção no que faço. Na pré-temporada do ano passado, por exemplo, fizemos dois amistosos e perdemos. Falaram que íamos para Série C, mas subimos. Confio nesses atletas contratados. Não posso acreditar que esse time que temos não pudesse estar entre os quatro do Paranaense. Estamos disputando com equipes que não estão se sobressaindo, isso é um absurdo e sou cobrado por isso”, explicou.

Pastana também frisou que tem responsabilidade sobre o desempenho da equipe e, por isso a medida é para que a mudança ocorra. “O futebol é resultado e eu sou julgado por isso. Não importa que acabamos de ter o acesso depois de 10 anos. Precisamos fazer algo para que o desempenho melhore”, comentou.

Por ora,  Ademir Fesan e o analista de desempenho, Lucas Gonçalves, vão fazer a função de técnico e auxiliar, respectivamente. Mas a diretoria já busca um novo nome para o comando técnico para o decorrer da temporada 2018.