Hoje pela manhã, quando os mais de 100 representantes de empresas patrocinadoras da Fifa e que vão estampar suas marcas nos palcos que vão receber a Copa do Mundo entrarem na Arena da Baixada, verão um estádio muito próximo de ser concluído para receber as partidas do Mundial. Com a evolução satisfatória do enraizamento do gramado do Joaquim Américo, as linhas foram pintadas e as traves já receberam as redes, dando um encaminhamento considerável para o estádio receber a partida teste, no dia 29 deste mês, em um duelo do time Sub-23 rubro-negro.

O coordenador geral do Estado para assuntos da Copa do Mundo, Mário Celso Cunha, elogiou a evolução das obras da Arena da Baixada nos últimos dias, principalmente depois da greve do transporte coletivo que atingiu Curitiba e Região Metropolitana na semana retrasada. ‘As obras estão no ritmo esperado e a evolução está até nos surpreendendo. Isso tudo depois da paralisação parcial por causa da greve dos ônibus e das chuvas. A retomada foi muito boa e o cronograma está dentro do esperado’, detalhou Cunha.

Ainda hoje, só que no período da tarde, os organizadores da Copa do Mundo em Curitiba vão se reunir na sede da Secretaria de Segurança Pública do Estado. O encontro vai traçar estratégias de segurança que serão usadas nos dias de jogos na Arena da Baixada e também para traçar o plano de segurança que será feito no show do cantor Roberto Carlos, que acontece no dia 29. Segundo Mário Celso Cunha, a operação será a mesma usada durante a Copa e será testada no show que vai reabrir a Pedreira Paulo Leminski.

Enquanto as obras no estádio atleticano vão apresentando um avanço substancial, nos bastidores o Atlético segue tentando buscar alternativas para obter o quarto financiamento no valor de R$ 65 milhões. Segundo a Fomento Paraná, o clube ainda não apresentou as garantias para o contrato ser assinado. Um pré-contrato foi assinado e, a partir do momento que apresentar as garantias, o clube poderá ter acesso aos novos recursos que lhe darão fluxo de caixa para concluir a Arena da Baixada.

Uma das alternativas do Atlético será colocar parte dos recebíveis do estádio como garantia do quarto contrato de empréstimo junto ao banco estadual. A discussão será levada aos conselheiros do clube na próxima segunda-feira, quando a penhora de parte dos recebíveis do remodelado Joaquim Américo ou até mesmo a área do estádio, que está dividido em 12 matrículas, poderão ser dadas como garantias para o clube firmar o acordo com a Fomento Paraná e começar a receber os recursos.

Caso Léo

Na semana passada, um site de esportes da Bahia divulgou um recibo de depósito bancário do pagamento do Atlético para o Vitória de R$ 1,5 milhão referente ao passe do lateral-direito Léo. Porém, o Furacão alega que, diante do acerto do jogador com o Flamengo, o time baiano não devolveu o dinheiro. A transferência foi feita direto da conta da CAP S/A, que foi criada para gerir as obras da reforma da Arena da Baixada, para a conta do Vitória. Porém, os recursos utilizados não são os mesmos usados para remodelação do estádio, já que o dinheiro é carimbado e não pode ter outro fim. A auditoria é feita em cima disso e todos os recursos obtidos nas operações de crédito do estádio são carimbados e pagos após a medição feita pela Price Waterhouse, empresa que faz a auditoria do cronograma físico e financeiro da obra.