Beto foi absolvido e pode
retomar a posição de time titular.

Paulo Campos quer ver o Pinheirão transformado em um grande “alçapão”. Este pode, no entender do treinador, ser o grande diferencial a favor no Paraná Clube no jogo desta tarde – às 16h -, frente ao Guarani.

Pediu o apoio incondicional do torcedor, acreditando que com esta ajuda extracampo sua equipe tem boas condições de pela primeira vez no Brasileiro emplacar duas vitórias em seqüência. Para chegar ao objetivo, a estratégia foi definida nos seguintes termos: “respeitar o adversário como se estivéssemos jogando em Campinas”.

O jogo é decisivo para as pretensões dos dois clubes, seriamente ameaçados pelo rebaixamento. Apesar do rótulo de “jogo de seis pontos”, toda a preparação do Tricolor seguiu caminho inverso. “É um jogo importante, sim. Mas, são apenas três pontos em disputa”, disparou o técnico Paulo Campos. O trabalho psicológico realizado nos últimos dias e que culminou com uma palestra de Gilberto Gaertner (novamente integrado ao dia-a-dia do Paraná) ontem à noite, visa tirar dos ombros dos atletas toda e qualquer pressão que puder atrapalhar o desenvolvimento do time. “Quero a equipe solta, jogando seu futebol”, sentenciou Campos.

A comissão técnica, com esta diretriz, quer evitar que o Tricolor se deixe levar pela ansiedade. O gol sofrido frente ao São Paulo ilustra bem a questão. Ao se atirar à frente, sem um posicionamento correto, o Paraná ofereceu o contragolpe ao adversário e, em desvantagem, não conseguiu mudar o panorama do jogo. Fora de casa, contra Cruzeiro e Ponte Preta, o time foi muito mais equilibrado, aliando um forte combate no setor de meio-de-campo, sem perder o “poder de fogo”. Neste dois jogos, o Tricolor fez seis gols e sofreu apenas um. Para que o esquema funcione, o torcedor terá papel decisivo.

“Quero ver nossa torcida vaiando o adversário. Ao mesmo tempo, eles têm que ter paciência com o Paraná. Principalmente se sentirem que o jogo está complicado. É nesse momento que precisamos de uma sintonia total, dentro e fora de campo”, comentou o treinador paranista. “O Guarani pode estar na última posição, mas tem um time competitivo e que vem de vitória.” Campos prevê um jogo difícil, com equipes aguerridas e de perfis táticos similares. Só não gostou das declarações de Viola, polêmico atacante do Guarani. O jogador afirmou que seu time precisa “cantar de galo” e que “nossos adversários serão as galinhas”. Preferiu, porém, não enfatizar o assunto, dizendo apenas que em campo estarão onze homens de cada lado e que “quem tiver mais dedicação é que será o verdadeiro galo”.

Maranhão quer vingança

“Quem tem boca fala o que quer. Dizem que até vai a Roma.” De forma descontraída o atacante Maranhão respondeu às insinuações de Viola – que chamou adversários de “galinhas”. Para o jogador tricolor, isso não terá influência direta no jogo desta tarde. Já entrosado com o grupo, Maranhão vai perdendo a timidez – dentro e fora de campo – jogo a jogo. “Não é fácil chegar num novo clube, que já tem um grupo formado. Mas, agora, já estou na panela”, brincou.

O companheiro de Galvão no ataque paranista lembra que sua transação se arrastou por mais de um mês. “Estava negociando bem na hora em que o Paulo Campos saiu. Daí foram mais algumas semanas até que pudesse me apresentar”, contou.

Maranhão comemorou a vitória sobre a Ponte Preta, mas confessa que ao ser substituído logo aos 15 minutos – para que a defesa fosse recomposta devido à expulsão de Vicente – deixou o gramado chateado. “A gente fica p…, mas soube entender que era pelo melhor do time. Felizmente o Galvão fez o gol”, comentou. “Não vejo a hora dessa bola rolar”, disse.

Dois “reforços” importantes

O zagueiro Fernando Lombardi e o volante Beto só tiveram suas escalações confirmadas no fim da tarde de ontem, quando foram julgados no Rio de Janeiro. A dupla acabou suspensa por apenas um jogo e como já cumpriu automática está à disposição de Paulo Campos.

No trabalho da manhã, Paulo Campos chegou a testar os eventuais substitutos – João Vítor e Wiliam -, mas com a liberação dos titulares escala praticamente a força máxima, no momento, do Paraná.

Os vinte jogadores, ontem à noite, participaram de uma sessão motivacional com o psicólogo Gilberto Gaertner. O profissional, que acabou ficando à margem do processo quando Paulo Campos foi substituído por Gilson Kleina. “Agora, vamos redefinir um planejamento. Como o tempo é curto, o trabalho deverá ser individualizado. O mais importante é que o grupo está mobilizado”, comentou Gaertner.

CAMPEONATO BRASILEIRO
31ª RODADA
SÚMULA
Local: Pinheirão (Curitiba).
Horário: 16h.
Árbitro: Leonardo Gaciba da Silva (RS).
Assistentes: Sérgio Buttes Cordeiro Filho (RS) e Marcos Viana Ibanez (RS).

PARANÁ CLUBE x GUARANI

PARANÁ
Flávio; Etto, Fernando Lombardi, João Paulo e Edinho; Everton César, Beto, Cristian e Canindé; Maranhão e Galvão. Técnico: Paulo Campos.

GUARANI
Jean; Dida, Carlinhos, João Leonardo e Patrick; Careca, Roberto, Harison e Ailton; Valdir Papel e Viola.
Técnico: Agnaldo Liz.