Encurtado neste ano em razão da Copa do Mundo, o calendário do futebol brasileiro, organizado pela CBF, voltou a receber críticas. Desta vez, quem questionou o fato de os torneios estaduais começarem tão cedo, já neste meio de semana, foi o preparador físico do Atlético Mineiro, Paulo Paixão.

“O ideal seria que a competição (Campeonato Mineiro) começasse a partir de fevereiro, aí, com certeza, jogando quarta e domingo, no final de fevereiro já teríamos os oito jogos cumpridos e aí só subiria a curva”, avaliou Paixão, que chegou ao clube mineiro no final de 2017 para substituir Carlinhos Neves.

Como os estaduais foram antecipados nesta temporada, a pré-temporada foi espremida e reduzida para cerca de 15 dias. Com poucos dias de treino, os atletas, segundo Paixão, alcançam um bom nível físico somente a partir do sétimo jogo, que será o duelo com a Caldense, em 10 de fevereiro, pelo Campeonato Mineiro.

“Dentro da fisiologia, ninguém pega ritmo de jogo com três ou quatro jogos. Pega ritmo de jogo a partir do sétimo, oitavo jogo”, disse Paixão. O preparador físico comanda cronogramas especiais para atletas como o veterano zagueiro Leonardo Silva e o atacante Luan, que tem histórico de graves lesões.

A pré-temporada da equipe mineira foi ainda mais afetada por conta da realização da Florida Cup. No entanto, para trabalhar bem o elenco principal, a comissão técnica decidiu mandar o time B para os dois jogos na competição contra Rangers, da Escócia, e Atlético Nacional, da Colômbia. Até por isso, o Atlético acabou sendo derrotado nas duas partidas. “A biologia e a fisiologia não são uma ciência exata. Então a gente vai trabalhar e tentar encontrar um equilíbrio”, concluiu Paixão.

Assim, sem o período considerado ideal para a pré-temporada, o Atlético vai a campo com os reservas nesta quinta para a estreia no Campeonato Mineiro contra o Boa, em Varginha. O único atleta considerado titular relacionado para o duelo é o goleiro Victor.