Elenco e diretoria do Foz do Iguaçu passaram a semana receosos de perder a liderança na Divisão de Acesso do Paranaense 2010. No entanto, o problema não era enfrentar o Sport em Campo Mourão, mas saber se a batalha poderia ocorrer dentro de campo – o que se confirmou apenas minutos antes de estourar o limite tolerado pelo Estatuto do Torcedor.

O confronto de hoje, às 15h30, no estádio Roberto Brzezinski, corria risco de ser cancelado pela Federação Paranaense de Futebol (FPF). A entidade organizadora do campeonato, no entanto, esperou até a tarde de sexta-feira para permitir que a bola rolasse.

O impasse começou quando o Campo Mourão não pagou as taxas de arbitragem do confronto contra o São José, no domingo passado. Vítima da desconfiança nascida quando a Adap abandonou a cidade para jogar em Maringá, o Leão mourãoense passa por problemas financeiros e o salário dos atletas também anda comprometido.

Durante a semana, o presidente do time não foi localizado para se pronunciar sobre o assunto. Conforme o Estatuto do Torcedor, as taxas de arbitragem devem ser pagas pela entidade organizadora do torneio. A FPF, ainda assim, tinha como argumento o regulamento do campeonato, que repassa toda conta do apito aos clubes.

O diretor do Foz do Iguaçu, Arif Osman, se disse aliviado com um telefonema de última hora, confirmando que sua equipe poderia viajar para Campo Mourão. “Eles (Sport) pagaram a taxa. Queremos garantir ponta da tabela pelo nosso futebol”, disse.

Agora, Arif espera a manutenção do bom desempenho do Azulão da tríplice-fronteira. “O Pequi, atacante, está suspenso. O zagueiro Mário teve uma contusão e o Brito, meio-campo, é dúvida. Mas estamos confiantes”, ressaltou.

Completando a rodada, o Roma Apucarana recebe o São José, às 15h30, no estádio Bom Jesus da Lapa. Às 15h45, a Portuguesa Londrinense encara o Arapongas, na luta pela reabilitação na Divisão de Acesso.