O aventureiro paranaense Thiago Ramon Peretti encerrou ontem uma aventura que durou dois anos e dois meses. Ele partiu de Curitiba, no dia 7 de novembro de 2000 para completar uma volta ao mundo acompanhado de sua moto Suzuki DR 800, a quem batizou de “Neguinha”.

Inspirado em um ciclista que fizera o mesmo, Thiago decidiu ir de moto. Seu trajeto incluiu o continente sul-americano, passou pela América Central e do Norte, de onde seguiu para a Europa, atingindo a capital da Rússia, Moscou. De lá Thiago Peretti “desceu” para o Oriente Médio, por onde passou no meio da crise mundial após os atentados de 11 de setembro.

Depois de uma breve pausa na Itália, Thiago encarou os desafios do continente africano. Foram quilômetros de desertos e solidão, recompensados, segundo o aventureiro, pela exuberância da África. Sua passagem foi marcada pela conquista do penta campeonato pela seleção brasileira na Coréia e Japão. Uma final entre o Gigante Imbatível (o Brasil) e o Herói Africano (a Nigéria), era a expectativa entre os povos da África.

Foi na Índia que Thiago conheceu a burocracia. Sua moto ficou presa na alfândega e só foi liberada após três meses, depois de muitas negociações, e, mesmo assim, para ser reembarcada para Cingapura. Na Índia, Thiago desbravou o país com uma moto alugada.

Mas, nem em Cingapura ou na Malásia ele conseguiu reencontrar-se com sua “Neguinha”. Só na Austrália, onde iniciou a última etapa de sua viagem é que Thiago Peretti pôde, finalmente, seguir seu caminho. Atravessou o país enfrentando tempestades e desertos, até passar a virada de ano em Sydney, onde presenciou um dos mais belos espetáculos de reveillon do planeta.

Em dois anos e dois meses, Thiago Ramon Peretti percorreu 110.400 km, passando por 71 países. Uma jornada inesquecível para este aventureiro de 25 anos.