O Rali Paris-Dacar chegou ontem ao quarto país desde que deixou a França na semana passada em meio a grande tensão por parte dos organizadores. Depois de sair da capital francesa, a competição seguiu para a Espanha, Tunísia e agora se encontra na Líbia, onde a atenção de pilotos e equipes se voltam às minas terrestres, comuns em países africanos com conflitos e guerras.

“Quando nós chegamos no limite entre os dois países, um guarda da Líbia avisou que jamais deveríamos ir para a direita em direção à Argélia”, disse André Azevedo, piloto do caminhão Tatra. Na fronteira um aviso alerta os competidores para o perigo iminente. A organização pede para que ninguém saia do roteiro original.

Em 2001, o português José Eduardo Ribeiro pilotava um carro de assistência, saiu da rota original na fronteira do Marrocos com a Mauritânia e teve a frente do veículo completamente destruída e foi foi levado às pressas para um hospital nas Ilhas Canárias com sérios ferimentos nos pés.

Programação

A etapa de ontem aconteceu entre El Borma, na Tunísia, e Ghadames, na Líbia. Dos 278 km do percurso, 228 foram cronometrados e André Azevedo foi o brasileiro melhor colocado ao chegar em terceiro lugar, permanecendo em quarto na classificação geral entre os caminhões. O holandês Gerardus De Rooy foi o vencedor do dia.

Nos carros, Klever Kolberg e Lourival Roldan têm problemas na preparação do Mitsubishi e perdem posições a cada dia. Na geral, vencida por Stephane Peterhansel de Pajero Evolution, a dupla brasileira ficou em 33.º lugar. O desempenho é melhor na categoria Super Production Diesel, com a terceira posição. Já Jean Azevedo não foi bem na etapa de ontem e terminou em 17.º na classificação das motos. Na categoria Production ele continua em sétimo na classificação geral acumulada.

Hoje, os pilotos se preparam para disputar a primeira etapa maratona da competição, desta vez sem ajuda de mecânicos. Serão 1.418 quilômetros em dois dias de prova.