O Atlético tenta junto o poder público uma antecipação de recursos para que as obras na Arena da Baixada não paralisem de vez. Por ora, o clube toca como pode e a adequação exigida pela Fifa, que anda a passos lentos. Para que possa dar velocidade ao cronograma, o presidente rubro-negro, Mário Celso Petraglia, que também preside a CAP S/A, fez um pedido de antecipação de R$ 30 milhões à Agência de Fomento do Paraná. “Para não interrompermos as obras, estamos tomando este valor de R$ 30 milhões para darmos sequência às obras”, admitiu. Mas para obter os recursos, a CAP S/A depende de que um novo projeto que altere a lei que repassa o potencial construtivo ao Atlético, mas que sequer deu entrada na Câmara Municipal e na Assembléia Legislativa e que, se chegar nas duas casa de lei no segundo semestre, enfrentará grandes dificuldades para ser votado ainda este ano. O motivo: as eleições municipais. Por isso, o caminho do Atlético para reinaugurar a Arena da Baixada em março de 2013 está cada vez mais complicado.

Se não conseguir a antecipação da verba, o clube corre o risco de uma paralisação das obras por falta de recursos e até de perder o financiamento que está sendo pleiteado no Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no valor de R$ 138 milhões. Aliás, essa antecipação de R$ 30 milhões é para atender mais uma exigência do BNDES. O banco alega que para liberar a primeira parcela do financiamento o clube precisa investir do próprio bolso 25% do total do financiamento pleiteado. “Esta parte dos 25%, o BNDES exige como condição de prevenção do financiamento e pediu para que seja antecipado”, explicou Petraglia.

O dirigente entende que é obrigação de Estado e Município arcarem com R$ 30 milhões, pois os valores estão dentro da cota parte de cada um na divisão de custos para trazer a Copa do Mundo a Curitiba. Com os custos da obra já estimados em R$ 184,6 milhões, cada parte terá de contribuir com mais R$ 15 milhões, além dos R$ 45 já previstos no acordo aprovada em 2010.

O clube alega ainda que, por enquanto, só ele tem colocado dinheiro no projeto Copa, gastando com projetos, compra de terreno, arquibancada inferior da Brasílio Itiberê e outras benfeitorias. “O Atlético já investiu antecipadamente sua parte (R$ 15 milhões) e há necessidade de o Estado e o Município comparecerem com sua cota”, reforçou.

Os R$ 30 milhões seriam garantidos com o próprio potencial construtivo, que segundo o presidente atleticano estão hoje com valores muito acima do que quando assinado o convênio com os governos. No entanto, é preciso colocar estes títulos aos poucos no mercado. “A única preocupação esta na venda de R$ 30 milhões [em títulos] e como o mercado reagiria”, disse Petraglia.

Quando à liberação do empréstimo pelo BNDES, ainda não há data estipulada, mas a expectativa otimista é que dinheiro só chegue às mãos do clube no segundo semestre.