Na terça-feira passada, o presidente do Atlético, Mário Celso Petraglia, teve seu pedido na Justiça rejeitado, no processo que movia contra o ex-presidente Marcos Malucelli. O dirigente acusava seu antecessor de calúnia e difamação, por conta de acusações realizadas na imprensa em fevereiro de 2010, quando Malucelli afirmou que o Petraglia intermediava venda de jogadores do Rubro-Negro e que acabou com a categoria infantil, além de ter transformado o clube em um “balcão de negócios”.

Porém, o Ministério Público alegou que a queixa não descreve fatos concretos, uma vez que Marcos Malucelli apenas apontou os fatos e que isto não é o suficiente para se caracterizar como calúnia. “O Ministério Público, por sua vez, manifestou-se no sentido de que a preliminar de incompetência do Juizado não deve ser aceita, bem assim, que a queixa apresentada não atende aos requisitos exigidos no artigo 41 do Código de Processo Penal, pugnando pela sua rejeição”, diz trecho da sentença.

Desta forma, o juiz Telmo Zaions Zainko arquivou o processo e a audiência que aconteceria hoje à tarde foi cancelada. “Como se constata de uma simples leitura da inicial, a queixa-crime apresentada não descreve fatos concretos. Em suma, se a inicial não descreve conduta caracterizadora de crime em tese, com todas as suas circunstâncias, a queixa-crime é manifestamente inepta”, decidiu o juiz.