O sul-africano Oscar Pistorius precisará conseguir novamente o índice olímpico para garantir presença na prova dos 400 metros dos Jogos de Londres, em 2012. De acordo com o Comitê Olímpico da África do Sul, em informação divulgada nesta quarta-feira, o atleta biamputado ainda não garantiu presença no evento, apesar de já ter conseguido a marca em julho, que lhe rendeu uma vaga no Mundial de Atletismo em Daegu.

“O Oscar (Pistorius) teria que conseguir novamente o índice como qualquer atleta que tenha as duas pernas, no prazo estipulado, que é de três meses antes dos Jogos”, declarou o chefe-executivo da entidade, Tubby Reddy. “A três meses dos Jogos, se ele conseguir o tempo, estará qualificado. Muita gente disse que ele já conseguiu o tempo, mas ele não está qualificado”, completou.

De acordo com o comitê sul-africano, o critério é de que os atletas precisam conseguir este índice por duas vezes, para garantir a presença de competidores mais qualificados. Assim, Pistorius precisará correr os 400 metros novamente abaixo dos 45s25 exigidos. Em uma competição em Lignano, na Itália, em julho, ele anotou seu melhor tempo na carreira, com 45s07, o suficiente para lhe colocar nos Jogos Olímpicos de Londres. A confirmação, no entanto, depende da aprovação da entidade.

“O critério é assim: para evitar uma situação de fogo de palha, é preciso conseguir o tempo, mas é preciso dar evidências de que você pode conquistá-lo novamente. Haverá novas oportunidades até julho do ano que vem para todos os atletas e para ele também”, afirmou o presidente do comitê, Gideon Sam.

Grande estrela do esporte paraolímpico – tem as duas pernas amputadas desde os 11 meses de idade -, Pistorius luta para participar de sua primeira olimpíada. Ele ficou mundialmente famoso em 2008, quando travou uma batalha jurídica com a Associação Internacional das Federações de Atletismo (Iaaf) para poder disputar a Olimpíada de Pequim naquele mesmo ano. A entidade defendia que, por causa das próteses, ele teria vantagem ao competir com os atletas sem deficiência.

O sul-africano acabou vencendo a batalha jurídica com a Iaaf e foi liberado pela Corte Arbitral do Esporte (CAS) para competir junto com os atletas sem deficiência. Agora, a participação do atleta na Olimpíada, no entanto, dependerá da nova obtenção do índice.