A venda de cerveja durante os jogos da Liga Mundial de Vôlei Masculino está proibida. É essa a posição do Ministério Público do Paraná (MP-PR) e da Polícia Civil, e a partir desta sexta-feira (7), nos jogos da semifinal – Brasil x Estados Unidos e França x Canadá -, haverá fiscalização ostensiva na Arena da Baixada. E quem for pego bebendo será detido.

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Na quarta-feira (5), o MP notificou a Delegacia Móvel de Atendimentos a Futebol e Eventos (Demafe), o Procon e o Tribunal de Justiça sobre a venda de cerveja na Arena da Baixada durante a Liga Mundial. Vários tipos de cervejas podem ser encontrados no estádio, desde a marca Heineken até bebidas artesanais de cervejarias menores.

Apesar da venda de bebidas no entorno do estádio do Atlético e dentro da Arena, nenhum tipo de problema foi visto nos três dias de jogos. O clima é de festa, com a maior parte do público sendo de famílias, mulheres e casais da melhor idade. Mesmo assim, o MP não arreda o pé de impedir a venda de cerveja.

Segundo o Ministério Público, de acordo com o Estatuto do Torcedor (Lei 10.671/2003), é proibida a venda de bebidas alcoólicas dentro de praças esportivas. O Ministério diz que as punições serão definidas pelos órgãos fiscalizadores informados. O MP-PR ainda cita regulamento da “Liga Internacional de Vôlei” que também prevê a proibição da comercialização de bebidas no interior dos eventos.

A Demafe, que é responsável pela fiscalização e acompanhamento dos eventos esportivos, informou na manhã desta sexta que “a venda de bebida alcoólica está proibida. Haverá vários policiais no local, e quem for pego consumindo (cerveja) será encaminhado para a delegacia”, segundo nota enviada para a RPC.

Outro lado

A Federação Internacional de Vôlei (FIVB), que organiza o evento, disse via assessoria de Aão existe nenhum regulamento que impede a venda de cerveja em seus eventos. A FIVB informa ainda que desconhece a “Liga Internacional de Vôlei” e que a responsabilidade da venda das bebidas é do Atlético, dono do estádio.

O Atlético foi informado pela reportagem, mas através da assessoria de imprensa, o clube pediu para que o contato fosse por e-mail. Mas a mensagem não foi respondida.