Manter a mesma estrutura tática, a mesma disposição e o mesmo grau de concentração demonstrados na goleada sobre o Coritiba por 4 a 0, na última quarta-feira, em Campinas (SP). Esta é a expectativa do técnico Gilson Kleina para que a Ponte Preta possa surpreender o Atlético Paranaense, na Arena da Baixada, em Curitiba, neste domingo, às 19 horas, pela 16.ª rodada do Campeonato Brasileiro.

“Nós temos um elenco bem qualificado, mas que precisa manter a regularidade. E vamos para este jogo com esta disposição, inclusive, para vencer”, disse o técnico Gilson Kleina, esperançoso em conquistar a primeira vitória fora de casa e pontuar para se distanciar da zona de rebaixamento. Com 18 pontos, o time campineiro está a apenas três pontos na frente do São Paulo, 17.º colocado e que abre a degola.

Este jogo também é tratado de forma especial porque o time paranaense, com 17 pontos, também luta para não cair. Trata-se, neste momento, do típico jogo decisivo, em que a derrota é um fator altamente negativo. A Ponte Preta já foi derrotada por dois concorrentes diretos por 3 a 0: Atlético Goianiense e Bahia.

Se não fosse necessário, Gilson Kleina, com certeza, não faria nenhuma mudança no time, que ganhou novo astral após a goleada em cima do Coritiba, interrompendo uma série de cinco jogos sem vitórias. Mas o técnico perdeu dois jogadores experientes: o volante Fernando Bob, machucado, e o atacante Emerson Sheik, suspenso. Os seus substitutos serão, respectivamente, Elton e Claudinho.

A delegação chegou à capital paranaense na última sexta-feira, fazendo no sábado o reconhecimento do piso sintético da Arena da Baixada. Esta é uma preocupação da comissão técnica, que já alertou sobre o quique da bola e o jogo mais intenso e veloz.

Nesta segunda-feira o grupo viaja direto para o Paraguai, onde na quarta enfrenta o Sol de América, pelo jogo de volta da segunda fase da Copa Sul-Americana. Em Campinas, venceu por 1 a 0 e agora leva vantagem do empate para avançar às oitavas de final.