A adoção do sistema de pontos para o Campeonato Brasileiro, e a decisão da CBF de rebaixar quatro e subir, deram novo status à Série B do Campeonato Brasileiro.

Desde 2003, a competição passou a ser frequentada com certa assiduidade por clubes que antes não se imaginava que pudessem disputar a Segundona. Vide os casos de Palmeiras (2003), Grêmio (2005), Atlético-MG (2006), Corinthians (2008) e Vasco (2009).

Com isso, a Série B ganhou também um grau de dificuldade considerado até maior do que a Série A.

Na Primeira Divisão, se um time realiza uma campanha mediana e fica entre a 12.ª e a 16.ª colocações ainda tem a comemorar a permanência na elite.

Na Segundona, quem não fica entre os quatro primeiros colocados vai amargar mais um ano fora da vitrine, e pior: os recursos advindos de cota de TV só tendem a diminuir, como vem ocorrendo com o Paraná Clube.

Não é à toa que os clubes que caem num ano e sobem no outro procuram eternizar a volta à elite.

É só lembrar Grêmio e Corinthians, que fizeram até filme sobre o retorno à Série A.

O Coritiba, quando foi campeão em 2008, também fez festa e procurou registrar com um vídeo, mas se negou a colocar a estrela prateada sobre o escudo do clube.

Boa parte dos campeões da Segundona, porém, faz questão da estrelinha sobre o símbolo.

O Paraná Clube é um deles. Diga-se de passagem, o Tricolor tem duas estrelinhas prateadas – pelos títulos de 1992 e 2000.

Além de Paraná e Coritiba, Londrina e Atlético também já ganharam divisões equivalentes à Série B.

No caso do Tubarão, em 1980, a competição chamava-se  Taça de Prata. A Segundona começou a ser disputada em 1971, mas de 1973 a 1979, com o inchaço do Campeonato Brasileiro, deixou de fazer parte do calendário.

Eram os tempos de “onde a Arena vai mal, um time no Nacional”. A competição retornou 1980, mas foi interrompida em 1993 – novamente por que a CBF inchou a Primeira Divisão. Os maiores vencedores da disputa são Paraná Clube, Sport Recife e Paysandu, com dois títulos cada um (veja quadro) .