A diretoria do Santos está planejando fazer um seguro milionário para evitar prejuízos em caso de futuras lesões do atacante Leandro Damião, uma das contratações mais caras do futebol brasileiro. O jogador foi adquirido junto ao Internacional pelo valor de 13 milhões de euros, com a ajuda do fundo de investimento Doyen Sports.

O seguro deverá ser assinado com uma empresa estrangeira porque o clube não encontrou seguradoras nacionais dispostas a aceitar uma apólice no valor envolvido na negociação do atleta. O acerto com a empresa de fora será intermediado pela Doyen, que ficou responsável por fazer orçamento com três seguradoras. Ainda não há estimativa de valor da apólice.

A decisão foi anunciada em reunião do Conselho Deliberativo do clube, na noite de terça-feira. No encontro, os conselheiros analisaram e aprovaram os contratos envolvidos na transferência de Damião. Os detalhes, contudo, não foram divulgados por causa de uma cláusula de confidencialidade.

O clube só expôs a multa contratual, de 80 milhões de euros para clubes estrangeiros (ou R$ 200 milhões para times nacionais), e o calendário de pagamento das parcelas ao Inter – dos 13 milhões de euros, 12 milhões serão pagos pela Doyen.

Os primeiros pagamentos são no valor de 3 milhões de euros: em dezembro, no fim de janeiro e abril. A última parcela vence no dia 15 de novembro, com valor adicional de um milhão de euros, que é a parte que cabe ao próprio Santos. O pagamento das primeiras parcelas, sob responsabilidade da Doyen, tem como garantia os direitos de TV do Santos com a Rede Globo de 2017.

Na mesma reunião, o presidente em exercício Odílio Rodrigues tratou de tirar as dúvidas sobre a idoneidade da nova parceira do clube. “A Doyen é um fundo perfeitamente adaptado às normas da Uefa. E não tem ligação com a MSI, membros desse fundo são inimigos mortais do Kia Joorabchian”, destacou o dirigente, referindo-se ao polêmico ex-parceiro do Corinthians. “O Santos não tem nenhum receio”.