Lisboa – O final da primeira fase da Eurocopa não poderia ter sido melhor para Portugal e para o brasileiro Luiz Felipe Scolari. A seleção e seu técnico, que foram alvos de duras críticas na estréia por causa da derrota para a Grécia, ontem “lavaram a alma” com o 1 a 0 sobre a Espanha.

Portugal pela vitória em si, por mandar o maior rival de volta para casa, por ter terminado em primeiro lugar no grupo A, com 6 pontos. Felipão pelos mesmos motivos e também por ter respondido à altura as provocações dos espanhóis. Uma emissora de rádio chegou a ligar para ele para aumentar o clima de provocação e também por ter acertado em cheio na substituição que fez para buscar a vitória.

No intervalo, trocou Pauleta por Nuno Gomes e 12 minutos depois o seu “escolhido” fez o gol que garantiria a vitória e a vaga.

A vitória foi magra, mas bastante merecida. Isso porque a Espanha, do técnico Iñaki Sáez, entrou em campo preocupada praticamente em só se defender. Conseguiu alguns contra-ataques. Mas os espanhóis, a rigor, não deram muito trabalho. Já os portugueses, com Deco e Figo bem na partida, dominaram a primeira etapa e só não saíram vencendo porque Pauleta não estava bem.

Por isso, Felipão optou pela entrada de Nuno Gomes. Deu certo. Aos 12 minutos, Nuno tabelou com Figo, livrou-se de um zagueiro e de fora da área chutou rasteiro, vencendo Casillas.

Perdendo e desclassificada, a Espanha resolveu atacar. Mas desordenada e com pouca inspiração. Felipão tratou de fechar Portugal. Mesmo assim, seu time criou boas oportunidades de ampliar.

Portugal não vencia a Espanha desde 1981 (em seis jogos, havia perdido 1, com 5 empates). Já Felipão agradeceu especialmente aos público que lotou o Estádio José Alvalade (44 mil pessoas). “Quero parabenizar o público que esteve no estádio, que não foi apenas o nosso 12.º jogador, mas o 13.º, o 14.º… Sem eles, não teríamos essa força toda para lutar pela classificação. Agora, vamos para a próxima fase, ver o que acontece.”

A torcida festejou a vitória pelas ruas de Lisboa (foto) e em várias cidades.

A Espanha terminou com 4 pontos, assim como a Grécia, que perdeu por 2 a 1 para a Rússia, mas volta para a casa porque os gregos fizeram mais gols, 4 contra 2. A vitória russa, no Faro, ocorreu com gols de Kirichenko aos 2 minutos e Bulykin aos 17. Vryzas descontou aos 43. Todos os gols foram na etapa inicial.