Em uma audiência na 59ª Vara do Trabalho de São Paulo, nesta quarta-feira, a Portuguesa fechou acordo com a advogada Gislaine Nunes, que representa cinco ex-jogadores do clube, para encerrar um processo trabalhista de quase R$ 50 milhões. O acordo abre caminho para que o terreno onde está o Canindé se transforme em um empreendimento.

O clube pagará R$ 500 mil à vista até o dia 25 de julho e depositará parcelas de R$ 250 mil mensais. A maior parte da verba para o pagamento mensal sairá do aluguel do ginásio do Canindé para uso da Igreja Renascer (R$ 75 mil) e da Churrascaria Canindé Grill (R$ 42 mil). O restante será proveniente do aluguel do clube para outros eventos e possíveis patrocinadores do futebol.

As parcelas não têm juros ou multa, mas, em caso de atraso de mais de 30 dias, o acordo será quebrado. Os ex-jogadores do clube vão dividir o valor à vista. O número de parcelas é diferente para cada atleta. Marcus Vinicius e Rogério Pinheiro, por exemplo, receberão o valor da dívida em 120 parcelas de R$ 50 mil. Já Ricardo Oliveira receberá em 19 parcelas, também de R$ 50 mil.

A audiência desta quarta-feira contou com a participação da Conexão 3 Desenvolvimento e Negócios e da Planova Planejamento e Construções S.A., que são as responsáveis pelo projeto para revitalização da área do Canindé.

As empresas agora querem oficializar o acordo com a Portuguesa para construção de uma arena para 20 mil pessoas, uma sede social vertical, um shopping, um hotel e torres comerciais no terreno onde está o Canindé, que fica em uma área muito valorizada, na Marginal Tietê.

“É o primeiro passo de uma longa caminhada, são milhares de quilômetros para percorrer”, afirmou o presidente da Portuguesa, Alexandre Barros, em entrevista ao programa Paixão Lusa da Rádio Trianon.

Recentemente, em entrevista ao Estado, Gislaine Nunes, garantiu já ter os investidores para bancar o projeto, estimado em R$ 2 bilhões.