A Portuguesa perdeu mais três mandos de campo e recebeu uma multa de R$ 60 mil, na noite desta sexta-feira, em julgamento realizado pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), no Rio de Janeiro.

O clube foi condenado pelo episódio ocorrido ao final da derrota para o Vila Nova, por 2 a 1, na 20.ª rodada da Série B do Brasileiro. Na oportunidade, três homens armados teriam entrado nos vestiários do Canindé, acompanhando o conselheiro Toninho Divena, para cobrar mais empenho dos atletas.

Com mais esta punição, a Portuguesa acumula cinco perdas de mando. O clube já havia perdido mando de dois jogos por conta das confusões na partida contra o Vasco, quando houve tentativa de agressão à delegação carioca.

A condenação, entretanto, só poderá ser cumprida a partir do momento em que o Estádio do Canindé for liberado da interdição. Os procurados do STJD mantiveram o local interditado e solicitaram que a CBF faça uma nova vistoria para saber se o local tem condições de ser liberado.

“Temos provas suficientes para sustentar nossa acusação. O promotor Paulo Castilho encomendou um laudo, que aponta várias falhas no Canindé. O estádio precisa de uma reforma para poder acolher bem seus torcedores. A CBF precisará fazer uma nova vistoria para liberá-lo”, explicou o procurador geral do STJD, Paulo Schmidt.

Enquanto sua casa continua proibida de receber jogos, a Lusa deve continuar mandando seus jogos na Arena Barueri. O duelo contra a Ponte Preta, na próxima terça-feira, já foi confirmado para o local. No entanto, quando passar a cumprir as perdas de mando o clube terá de buscar outro estádio, já que exigência é que haja uma distância de 100 quilômetros da cidade de origem Barueri fica a apenas 30 quilômetros da capital.