O técnico Dado Cavalcanti adotou uma postura mais ousada e armou o Paraná Clube num 4-4-2 para o jogo frente ao Figueirense, hoje, às 16h20, no Durival Britto. O jogo marca a reabertura do estádio, “rejuvenescido” com nova pintura de fachadas e muros e, o ponto principal, um gramado moderno e em boas condições. O piso – agora com grama tipo Bermuda – foi testado e aprovado pelos jogadores no treinamento de ontem à tarde, que contou com a presença de toda a cúpula diretiva do clube e até alguns torcedores.

Antes mesmo da atividade, Dado Cavalcanti anunciou as mudanças. Além da esperada volta de Roniery à lateral-direita, o treinador optou por deslocar Édson Sitta para o meio-campo, sacando o volante Gilson. Com isso, pretende melhorar a saída de bola, aproveitando o fato de Édson ter atuado muito tempo, quando no futebol português, como um segundo volante. “Sou lateral de origem, mas, lá (na Europa) eu atuei quase sempre ‘por dentro’. Não vejo problema para executar essa função”, afirmou Sitta.

Além desse ajuste no sistema defensivo, Dado também sentiu a necessidade de mexer no ataque. “Minha ideia é buscar um novo encaixe. Por isso, vou dar uma chance ao Léo, que é um jogador que busca os espaços e vai dividir as responsabilidades com o Paulo Sérgio”, comentou o treinador. “Como ele também sai pelos lados, com velocidade, vamos buscar um entrosamento entre esses dois atacantes mais enfiados”. Com essa postura, Dado espera aumentar o poder de fogo do time, que ficou abaixo do esperado nas duas últimas partidas.

Para a entrada de um segundo atacante, Dado Cavalcanti irá tirar um dos meias-ofensivos. No apronto de ontem, Rubinho e Ronaldo Mendes se revezaram na função. Resta saber qual a escolha final do treinador, que segue tendo em Lúcio Flávio o principal articulador do meio-campo. Independente da escolha e do plano tático, Dado Cavalcanti foi enfático quanto à necessidade do time retomar o futebol apresentado nas duas primeiras partidas, quando foi “intenso” como ele deseja.

“Talvez as viagens longas tenham prejudicado o desempenho do time. Temos um time com média de idade avançada. Mas, como isso pode soar como desculpa, temos é que deixar isso de lado e voltar a vencer”, disse. Na matemática tricolor, é fundamental somar seis pontos nesses dois jogos antes do recesso para a Copa das Confederações. Na próxima terça, o Tricolor volta a jogar em casa frente ao ASA. “Temos que ser ousados, mas sem dar espaços pro adversário”, cravou o treinador paranista.