São Paulo e Corinthians entram em campo neste domingo, às 19 horas, no estádio do Morumbi, na capital paulista, para disputar um clássico pela primeira semifinal do Campeonato Paulista que promete ser “estudado”, já que a virtude de um time é o defeito do outro e vice-versa – enquanto a equipe do técnico Rogério Ceni tem ataque poderoso e uma defesa de dar calafrios, os corintianos apostam em seu organizado setor defensivo, mas sofrem para balançar as redes dos adversários – são oito vitórias por placar magro de 1 a 0.

Apesar da dificuldade para marcar gols, quem aparece como forte candidato a protagonista é Jô. Artilheiro do Corinthians no ano, com cinco gols, ele fez três em clássicos: contra Palmeiras e Santos, em duas vitórias por 1 a 0, e diante do próprio São Paulo, no empate por 1 a 1.

O sucesso nos clássicos o fez ser chamado pelos corintianos de “God (Deus, em inglês) of Clássicos”, fazendo uma clara provocação ao zagueiro são-paulino Maicon, apelidado pelos torcedores de “God of Zaga”. Jô não gostou da brincadeira por uma questão religiosa, mas espera manter a fama de ser decisivo diante dos grandes. “Era difícil imaginar uma volta tão boa. Estou melhorando, apesar do começo não ter sido dos melhores, mas as coisas estão andando legal agora”, comemorou o atacante.

Na temporada, o Corinthians fez 27 gols em 22 jogos e sofreu somente 12, o que confirma a tese de ser um time forte na defesa e deficitário no ataque. Já o São Paulo marcou 40 gols, foi vazado 25 e tem um dos atacantes mais badalados do futebol paulista: Lucas Pratto.

O argentino foi contratado do Atlético Mineiro por mais de R$ 20 milhões e chegou com a missão de resolver os problemas do ataque tricolor. Lucas Pratto marcou cinco gols, mesma quantidade que Jô, mas ainda não foi aquele atacante que todo são-paulino esperava. Para piorar, fez gol contra na derrota para o Cruzeiro em casa, pela Copa do Brasil. Pode começar a mudar esta visão justamente contra o maior rival.

Após convocações para a seleção argentina e a recuperação de lesão, o atacante carrega o peso de ser a contratação mais cara do elenco. Isso parece não afetá-lo. Ele demonstra tranquilidade.

Lucas Pratto e Jô possuem estilos parecidos, pois são centroavantes de pouca mobilidade e que se posicionam bem na área. A diferença principal é o momento que vivem. O argentino lamentou o gol contra no Morumbi, na última quinta-feira. E tem um reserva de peso, Gilberto, autor de 10 gols na temporada.

Jô reina absoluto na posição. O Corinthians conta com o turco Kazim e outros jogadores que podem atuar improvisados, mas nenhum deles parece ameaçar o artilheiro dos clássicos no futebol paulista. Muito menos na decisão.

Jô e Lucas Pratto atuam ao lado de coadjuvantes de primeira linha. O corintiano faz parceria que cresce a cada dia com o meia Jadson e ambos foram poupados diante do Internacional para chegarem 100% neste domingo. O argentino consegue ter mais oportunidades de gol quando Cueva está em campo. O peruano retorna ao time após sofrer lesão na coxa que o deixou fora das últimas apresentações e sua ausência tem sido lamentada e sentida a cada tropeço tricolor. O fato é que os artilheiros e seus parceiros podem fazer com que o clássico no Morumbi tenha muita qualidade, gols e emoção até o fim.