te21280105.jpg

Preparador prevê dificuldades
até o início do Nacional.

"Nossa pré-temporada só termina em março." A frase do preparador físico do Coritiba Róbson Gomes confirma, ao mesmo tempo, uma certeza e uma preocupação – a certeza de que o elenco ainda não está no seu ideal físico, e a preocupação pelo desgaste da seqüência dos jogos do campeonato paranaense e da Copa do Brasil. E, por mais que os jogadores sofram com essa exigência, não é hora de pisar no freio.

Róbson encara essa dificuldade sem problemas. "Nós sabemos que cada partida é decisiva no paranaense e na Copa do Brasil. E temos que tentar ter o máximo de cada atleta para este momento, mesmo sabendo que o ápice da preparação física virá no final das competições", explica o profissional, que vive a sua terceira passagem como fisicultor do Coxa. "É como se eu nem tivesse saído, mas com a vantagem de o clube ter evoluído no período em que estive fora. Assim que é bom trabalhar", festeja.

Mas ele está preocupado. "Os primeiros jogos foram de muita exigência para os jogadores", resume, lembrando das partidas com campo pesado (contra Engenheiro Beltrão e Cianorte) e da vitória de quarta sobre a Adap, disputada em um campo de grandes dimensões. "Mesmo assim, estamos muito contentes com o rendimento da equipe. Não fizemos o trabalho suficiente ainda, mas isso não significa que o desempenho seja uma surpresa", explica Róbson.

Ainda mais no momento em que o Cori enfrenta times que estão se preparando há meses para o campeonato estadual. "A Adap começou a treinar em outubro, eles estão em um nível muito mais avançado e com bom rendimento", ressalta o fisicultor. "Os caras correram tudo que podiam, armaram uma confusão para o nosso time. É uma equipe que está pensando só no paranaense", completa o técnico Antônio Lopes.

Para manter o elenco no ritmo forte do início de temporada, o preparador físico usa os treinos regenerativos e os trabalhos individuais. "Estamos priorizando esses regenerativos, dando tempo de descanso aos atletas após os jogos. E, quando treinamos, cada um tem uma necessidade a ser trabalhada. Não podemos diminuir a intensidade", afirma Róbson Gomes, que comemora o fato de o Coxa ter acertado parcerias com academias e clubes na Cidade Canção. "Conseguimos ter em Maringá uma estrutura muito próxima da que nós temos no CT. Assim, podemos manter nosso planejamento", complementa.

E ele também fica satisfeito com o comprometimento do grupo. "Durante o período de férias, todo mundo se cuidou. E já vimos isso quando recebemos os resultados dos exames do início da temporada. Agora, recebemos esta resposta boa durante os jogos, o que é um sinal positivo de que o trabalho está tendo resultados", finaliza Róbson Gomes.

Além do placar, Coxa conquista o público no Norte

A presença de quase cinco mil pessoas em Maringá (pouco mais de 3.500 pagantes) animou a diretoria do Coritiba, que acredita ainda mais ter tomado a decisão certa em levar o time para mandar seus jogos no Willie Davids. E o trabalho de introdução do clube na Cidade Canção vai continuar, mesmo que a próxima partida lá aconteça apenas no sábado de Carnaval, contra o União. O desafio alviverde no domingo é enfrentar o Roma, às 16h, no Bom Jesus da Lapa, em Apucarana.

Para o presidente Giovani Gionédis, o Coxa já ganhou torcedores em Maringá. "A resposta da população do Norte do Estado foi muito boa, provando que fizemos bem em trazer os jogos para cá. Nossa expectativa é que o público continue comparecendo, porque o time vai continuar vencendo e fazendo do Willie Davids a sua casa", comentou. Enquanto o Coxa ficar fora de "casa" (depois de Apucarana, o time enfrenta o CFZ, pela Copa do Brasil, em Planaltina), seguem as promoções da Coordenação de Comunicação do clube, que distribuem brindes do Coritiba pela Cidade Canção e nas cidades próximas.

Além disso, os jogadores são submetidos a uma agenda cheia -sempre que possível, participam de programas esportivos de emissoras de rádio e TV locais e concedem entrevistas aos jornais. Ainda nessa passagem por Maringá, alguns deles irão a escolas públicas e entidades assistenciais, para entregar presentes para crianças e retribuir o apoio dos maringaenses – ação decisiva para tornar o Coxa simpático aos torcedores locais.

Reforços

Segundo Giovani Gionédis, o Coritiba não fechou o elenco, mas não fará contratações neste período. "Temos um grupo de 26 jogadores neste momento, e achamos que para esta fase do Campeonato Paranaense e para o início da Copa do Brasil este número é suficiente. Não estamos fechando a porta para outros jogadores, mas nossa intenção é tentar atletas apenas para o Campeonato Brasileiro", afirmou, em entrevista à rádio Transamérica.