Um dos principais centros de formação de atletas do País, Barueri, na Grande São Paulo, encerrou todos os projetos de esporte de alto rendimento, prevendo a dispensa de quase 850 esportistas. Estão sem ter onde treinar, entre outros, três garotas da seleção brasileira juvenil de ginástica artística.

Thaís Fidélis, Luana Antunes da Silva e Vitória Gabriella Custódio estão entre as revelações da ginástica artística brasileira e levaram Barueri ao título nacional juvenil do ano passado. No início do mês, elas garantiram o título por equipes ao País no Copa Internacional de Cuernavaca, no México, com notas expressivas. Thaís foi medalhista de prata no individual geral. As três foram dispensadas pela prefeitura de Barueri.

O prefeito Gil Arantes (DEM), que chegou a ser afastado do cargo no início do ano, acusado de crimes de responsabilidade e lavagem de dinheiro, alegou “contenção de gastos” para desligar 847 atletas do Grêmio Recreativo Barueri, organização social que presta serviços à Secretaria de Esportes de Barueri.

De acordo com a prefeitura, entretanto, o GR Barueri trabalha com cerca de 8 mil atletas, tendo sido mantida a estrutura de escolinhas, que envolvem mais de 7 mil crianças e adolescentes. Os cortes atingem modalidades como atletismo, vôlei, judô, basquete, futsal, futebol e handebol. As equipes que estão disputando competições só serão desligadas ao fim da temporada.

No atletismo, o GR Barueri foi 13.º colocado no Troféu Brasil e terminou no 10.º lugar o Brasileiro de Juvenis. A equipe de vôlei teve quatro atletas convocadas para a seleção feminina sub-19 que vai disputar o Mundial da categoria. Em modalidades como basquete, handebol, futsal e vôlei, Barueri disputa Estadual em diversas categorias de base.