A CBF não ficou satisfeita com os protestos que os árbitros fizeram nesta quarta-feira antes das partidas do Campeonato Brasileiro. Nesta quinta, após a convocação da seleção brasileira para os amistosos de preparação para as Eliminatórias da Copa do Mundo, o presidente Marco Polo Del Nero afirmou não concordar com a atitude.

Para o dirigente, “o momento não era oportuno” para as manifestações. Ele afirmou ainda que vai decidir quais medidas tomar quanto aos protestos. “Vamos analisar com a Comissão de Arbitragem”, resumiu.

Descontentes com o veto da presidente Dilma a um artigo da MP do Futebol que previa 0,5% dos direitos de arena dos jogos para a categoria, árbitros e assistentes prestaram um minuto de silêncio e ergueram o placar eletrônico, com a numeração 0 e 5, representando o valor reivindicado, antes do início das partidas.

O presidente da comissão de arbitragem da CBF, Sérgio Corrêa, por sua vez, adiantou que os árbitros não serão punidos, embora não seja favorável ao protesto. “Nós não punimos jogadores que se manifestaram, também vai ser assim com os árbitros, desde que não tomem atitudes antidesportivas”, explicou. “Mas eu, que já fui chefe de sindicato, sou contra esse tipo de manifestação.”