O presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), Max Mosley, de 68 anos, venceu nesta quinta-feira (24) o processo que movia na Justiça britânica contra o tablóide londrino News of The World, por invasão de privacidade.

O juiz David Eady, da Suprema Corte, decidiu que o jornal terá de pagar uma indenização de US$ 120 mil (cerca de R$ 190 mil) a Mosley por publicar uma matéria na qual o dirigente aparecia em uma orgia sadomasoquista com temática nazista com prostitutas.

O presidente da FIA admitiu a relação com prostitutas, mas negou que tenha havido fetiches nazistas no encontro. A multa é um marco na Justiça britânica em questões de privacidade, uma vez que indenizações deste tipo geralmente são modestas.

À Justiça, Mosley disse que tem interesse em práticas sadomasoquistas há 45 anos, mas ressaltou que considera fantasias sexuais nazistas são horrendas.

A questão é sensível porque o pai do presidente da FIA, Oswald Mosley, era um conhecido fascista britânico e amigo de Adolf Hitler.

Depois que o News of the World publicou a reportagem, Mosley teve seu cargo ameaçado, mas conseguiu apoio para continuar na FIA até o fim do mandato, em outubro de 2009.