No primeiro turno, um time que chegou à final contra o Coritiba e desbancou o Atlético na disputa de pênaltis na fase anterior. No turno seguinte, uma equipe que por apenas um ponto não foi rebaixada à segunda divisão do Campeonato Paranaense.

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O presidente do Rio Branco, Leandro Ribeiro, ao que parece, já encontrou uma possível justificativa para a queda vertiginosa de produção do Rio Branco na trajetória do Estadual. Ele aponta a tentativa de manipulação de resultados do próprio time, sob a liderança do atleta Thiaguinho.

“Foi um grupo do WhatsApp feito pelo Thiaguinho. Ficamos transtornados. Já fizemos a denúncia na Policia Civil”, declarou Ribeiro à rádio Difusora, de Paranaguá.

De acordo com o dirigente, a desconfiança surgiu em função da mudança de comportamento do time no decorrer da competição. “Nós sabíamos que alguma coisa estava errada. Não é possível um time chegar na final da forma que foi e depois ir desta forma no segundo turno. Sabíamos que alguma coisa estava acontecendo”, revelou o presidente.

O teor das conversas no grupo criado pelo atleta foi revelado por um atleta que não compactuava com a estratégia.

“Nós estávamos sempre em conversa com os atletas, mas ninguém queria falar nada. Até que um atleta acabou entregando isso a um diretor. E ele acabou nos passando tudo para nós”, disse.

Ainda de acordo com Ribeiro, assim que soube do conhecimento da diretoria, o jogador tomou uma atitude.  “O Thiaguinho soube que a diretoria estava vendo o caso e criou um grupo de WhatsApp entre os jogadores para tentar se desculpar do que teria tentado fazer. Mas pelo Estatuto do Torcedor, só a tentativa de manipulação já é crime”, lembrou o presidente do clube.

O Procurador Geral do Tribunal de Justiça Desportiva do Paraná (TJD-PR), Pedro Henrique Val Feitosa, afirma que vai abrir inquérito para investigar o caso. “Ainda é tudo muito recente e novo para o Tribunal. Talvez seja a primeira vez na história este tipo de caso no Paraná. Até o final de semana não muda nada no Campeonato. Já na segunda-feira, vamos conversar com a corregedoria para abrir o inquérito, para daí partirmos para a investigação. Temos que ouvir todas as partes envolvidas para não cometer nenhuma injustiça. O inquérito é feito de forma rápido, acredito que em 30 dias. Tudo depende da quantidade de pessoas ouvidas”, disse Feitosa.

Na última rodada, o time de Paranaguá já havia ganhado destaque nos noticiários. Os jogadores do Rio Branco ameaçaram não viajar para enfrentar o Londrina, sob a alegação de falta de pagamento dos salários. Mas a diretoria se mobilizou para quitar as dívidas e os atletas desistiram da ideia. No entanto, a equipe acabou perdendo mais uma, por 4×1, para o Londrina.

Thiaguinho foi procurado pela Tribuna do Paraná, mas prefere só se pronunciar depois de conversar com seu advogado, o que deve ocorrer na noite deste sábado (24).