O presidente do São Paulo, Carlos Miguel Aidar, afirmou que outros jogadores podem sair do São Paulo e revelou um plano para contar com o atacante Alexandre Pato em 2016 em uma campanha que será chamada “Eu pago o Pato”. As afirmações foram feitas pelo presidente em entrevista ao site Esquema de jogo.

“As vendas de Souza, Denílson e Paulo Miranda significaram R$ 18 milhões e esse valor não paga nem 15% da dívida do São Paulo. Portanto, qualquer proposta que for satisfatória não será recusada”, disse o presidente. “Agora mesmo veio uma sondagem pelo Luis Fabiano (proposta do Cruz Azul, do México). Pedi US$ 3 milhões, eles recuaram. Mas, se chegassem a US$ 1,5 milhão, o jogador seria liberado”, completou.

Citando exemplos de jogadores que foram sondados, Aidar detalhou a situação de Paulo Henrique Ganso, que tinha o interesse de Flamengo, Santos e Orlando City. “Há alguns meses, o Flamengo ofereceu R$ 10 milhões pelo jogador. Pedi R$ 25 milhões. Eles fizeram uma nova oferta, de R$ 15 milhões. Bati o pé no que havia pedido porque se eles tivessem chegado a R$ 20 milhões, teria vendido o jogador”, disse Aidar.

O presidente afirmou que apenas Alexandre Pato vai ganhar mais do que R$ 300 mil mensais no ano que vem. Para isso, o presidente está preparando uma engenharia financeira. O clube precisaria contratá­-lo em definitivo do Corinthians, dono de seus direitos federativos, e fazer um novo acerto.

“Estou tentando convencê-­lo a ficar no São Paulo ganhando R$ 400 mil por mês. Ele seria a exceção porque ele ganha R$ 800 mil hoje, sendo que nós pagamos a metade. Se ele aceitar, nós vamos lançar o programa “Eu pago o Pato”, que seria uma campanha dentro da rede Sócio-­Torcedor. Pegaria 20% dessa arrecadação e daria para o Pato. Mas, para isso, precisaria acertar com o Corinthians também”, disse Aidar.

O dirigente voltou a atacar seu antecessor, Juvenal Juvêncio, que se tornou ex­-aliado e hoje inimigo político. “A dívida total do São Paulo hoje é de R$ 280 milhões. Eu tenho um grande problema aqui. Herdei uma dívida de cerca de R$ 140 milhões, que era totalmente maquiada no balanço do clube com superávits contábeis, mas nunca financeiros. Essa herança dificulta a gestão. Sou obrigado a fazer certas coisas

aqui que não faria se não tivesse essa dívida. Mas eu vou consertar isso”, afirmou o presidente.

“Mais dois ou três anos, vou deixar o caixa do São Paulo de acordo. Já não estou mais trabalhando no vermelho dentro do mês. O problema é a dívida do passado. Além desse valor, o São Paulo deve cerca de R$ 40 milhões para fornecedores diversos, entre a empresa de limpeza, clubes, como o Orlando City, empresa de segurança, assessoria de imprensa, entre outros. O Juvenal arrebentou o São Paulo”, disse Aidar.