Aramis Tissot, há pouco mais de um ano, foi buscar em Minas Gerais o técnico Marcelo Oliveira, que hoje é destaque no rival Coritiba. Agora, seu desafio é trazer alguém com igual competência e capaz de dar um padrão de jogo – e variações táticas – ao “novo” Paraná Clube, montado às pressas para a disputa da Série B.

E entre as opções viáveis para o Tricolor, Tissot esperava uma resposta de Luís Carlos Martins. Considerado o “rei do acesso”, o treinador acertou contrato recentemente com o São Bernardo, clube rebaixado para a Série A-2 do Campeonato Paulista.

Por conta disso, o próprio Tissot considerava remota a possibilidade de um acerto com Luís Carlos. “Na verdade, num momento como esse, surgem inúmeras ofertas. Mas após ouvir muitas opiniões, ficamos com três ou quatro alternativas”, despistou o presidente paranista.

Outro técnico de bom conceito no mercado nacional, Vágner Benazzi, confirmou ter tido uma conversa preliminar com Paulo César Silva. “Não é só a questão salarial que pesa. Temos que estudar o projeto, quais os objetivos para a disputa da Série B, pois são vinte clubes para só quatro vagas”, disse Benazzi à Tribuna.

“Foi um contato preliminar. Vamos esperar”, disse o técnico, deixando claro que, além das questões financeiras, para acertar teria que ver no Tricolor a possibilidade de qualificar ainda mais o elenco para brigar pelo acesso.