Se no início da semana Paulo Campos pretendia lançar mão da força máxima do Paraná Clube, hoje ele já estuda algumas alternativas para eventuais desfalques. O Tricolor pode iniciar o clássico com uma improvisação na lateral-direita.

Esta foi a principal variação testada no treinamento de ontem. Sem Etto e João Paulo, lesionados, o treinador escalou Goiano na posição. Mesmo trabalhando com portões fechados, não fez mistério quanto a esta novidade.

“O objetivo da não liberação para imprensa e torcida não é criar suspense. Só optei por este recurso para manter todo o grupo focado no trabalho, sem interferência extra-campo”, comentou Paulo Campos. E foi isso mesmo que ocorreu. Por quase uma hora, testou um time compacto na marcação, mas rápido nos contragolpes, usando a qualidade técnica de Cristian, Canindé e Marcel. “Esta, porém, não é a formação definitiva. Tenho mais alguns dias para trabalhar e pretendo testar outras opções”, avisou.

Na segunda etapa do treinamento, Cristian foi poupado – com dores musculares – e aí o técnico armou o time com três volantes, com a entrada de Messias. A escalação definitiva do Paraná dependerá muito do departamento médico, que ontem decidiu poupar João Paulo e Etto (outras duas alternativas para a composição da lateral-direita). Etto se recupera de uma pequena cirurgia para a retirada de um calo inflamado. Pela previsão do médico Milton Nagai, deve treinar com o grupo hoje à tarde.

Já a situação de João Paulo inspira maiores cuidados. No início da semana, o zagueiro voltou aos treinos com bola, dando sinais de plena recuperação de uma contratura muscular. Só que ontem, ao chutar uma bola, sentiu dores na coxa esquerda e nem iniciou o coletivo. “São questões que devemos analisar, pois é importante escalarmos jogadores que estejam em ótima condição física e técnica”, ponderou Paulo Campos. Além da dúvida na ala, o treinador mantém indefinição quanto à utilização de três volantes ou três meias-de-criação.

O Paraná irá priorizar a marcação, mas com saídas rápidas, aproveitando a boa condição do gramado do Joaquim Américo. “Lá, o jogo torna-se muito rápido. É claro que o grito da torcida conta, mas o fator decisivo é a qualidade do piso, que facilita o toque de bola”, comentou Campos. Mesmo sem explicitar marcações individuais, é certo que o Tricolor irá marcar de perto Jádson, Dagoberto, Fernandinho e Washington. “Trata-se de um time muito bem ajustado e que está desequilibrando pela condição individual destes jogadores”, finalizou Campos.

Primeiras cestas básicas foram doadas

O técnico Paulo Campos mobilizou, ontem à tarde, quarenta profissionais – entre jogadores e integrantes da comissão técnica – na distribuição das cestas básicas a sete entidades assistenciais de Curitiba e região metropolitana. É a primeira etapa do “pacto” entre treinador e atletas, com o objetivo final de aglutinar o elenco na luta pela permanência na Série A do Brasileirão. As “doações” – pagas pela comissão técnica no caso de vitória ou pelos jogadores no caso de derrota – continuarão até o final da temporada, no dia 19 de dezembro.

Em grupos de cinco ou seis pessoas, visitaram as diversas casas de auxílio a famílias carentes, crianças, jovens e idosos, levando – além do recurso material – um pouco de carinho aos necessitados. As entidades beneficiadas foram as seguintes: Sociedade Movimento dos Focolares (Xapinhal), Fazenda Esperança e Comitê Contra a Fome (Mandirituba), Instituto Salesiano de Assistência Social (Vila Guaíra), Creche Tia Dina (Atuba/Vila Esperança), Creche Nossa Senhora do Rocio (Rebouças), Lar de Idosos Maria de Nazaré (Cajuru) e Missão S.O.S. Vida (Colombo).

No geral, estas entidades prestam auxílio a quase 500 crianças, 50 jovens que se recuperam do vício da droga e do álcool, vários idosos e cerca de 100 famílias carentes. “Isso é uma pequena ajuda, apenas”, comentou Paulo Campos, que comandou toda a ação beneficente. “Há todo um aspecto humanitário. Assim como servimos de exemplo para que os necessitados não desistam de sua luta, também devemos tirar lições desses contatos com pessoas humildes, mas que não desistem nunca. Nossa vitória está sendo profissional. A deles, é pela vida”.