Falar que o ataque do Atlético é ineficaz não mais nenhuma novidade. Os homens de frente seguem em um jejum que já dura dez rodadas. Bruno Mineiro foi o último a marcar, na 22.ª rodada. Maikon Leite não comemora um gol há mais tempo – a última vez foi na rodada finalç do primeiro turno, contra o Avaí.

A situação rubro-negra só não ficou pior neste período, por que o time contou com jogadores de meio-campo e até da zaga para assegurar as vitórias. Agora, com Maikon Leite contundido e ainda sem previsão de retorno, o técnico Sérgio Soares tem contado com os meio-campistas para improvisá-los no ataque, já que o argentino Nieto, com apresentações nada convincentes, tem sido preterido e segue como opção no banco.

Para quinta-feira, contra o Palmeiras, os problemas no ataque continuam. Guerrón, autor do gol no jogo com o São Paulo, não poderá atuar, pois vai cumprir suspensão, e a única saída para o treinador será apostar novamente no paraguaio Iván González. O meio-campista já marcou dois gols pelo Atlético, mas também não atravessa um bom momento. O caminho, segundo ele, é ser humilde, reconhecer os erros e trabalhar forte. “Na verdade, estou trabalhando com humildade para melhorar jogo a jogo. Já fiz dois gols, ajudei o Atlético em todos os sentidos e quero seguir ajudando mais, fazer mais gols e seguir melhorando”, avalia.

Ivan González tem convivido com altos e baixos desde sua chegada ao Furacão, e procura não se abater. Seu mais recente erro foi no lance que culminou no pênalti em Tartá, diante do Fluminense, e que permitiu o empate da equipe carioca nos minutos finais. O jogador ainda não digeriu bem a falha. “São coisas que acontecem no futebol. Tem momentos felizes e tristes. O pênalti foi um momento muito triste. Eu fiz o pênalti e tenho que trabalhar para melhorar. Os atleticanos podem ter certeza que vou dar o melhor de mim para melhorar dia a dia”, assegurou o paraguaio.

Força

Para o lateral-direito Wagner Diniz, autor de um dos gols frente ao Flu, o fato de os atacantes não balançarem as redes não é problema, desde que os jogadores ajudem de outra maneira, já que o time segue fazendo gols e ele aposta que os homens de frente voltarão a marcar. “Se eles não ajudam numa parte, ajudam em outra e é muito importante dar tranquilidade aos atacantes. Na hora certa, vai sair o gol e eles vão deslanchar”, acredita.