Um grupo de 500 pessoas protestou em Tóquio neste sábado contra o projeto de derrubar o Estádio Nacional da capital do Japão – visando a Olimpíada de 2020 na cidade – e substituí-lo por uma construção “muito grande”, segundo os manifestantes. Eles alegam que o custo das obras seria muito alto e desnecessário.

“Os organizadores dos Jogos precisam reconsiderar seus planos e fazer do público um agente com poder de decisão no processo”, afirmou Kazuhisa Oriyama, um dos líderes do protesto. Pessoas seguravam cartazes com os dizeres “queremos uma Olimpíada compacta e econômica” e “cancelem os Jogos Olímpicos de 2020 em Tóquio”.

Com capacidade para 48 mil pessoas sentadas, o Estádio Nacional será substituído por um para 80 mil assentos, com projeto com um design considerado futurista. A demolição está prevista para acontecer ainda este mês, segundo o Conselho de Esportes do Japão. O órgão governamental inicialmente pretendia gastar US$ 3 bilhões com os Jogos, mas recuou para uma estimativa ainda alta de US$ 1,7 bilhão.

Quem também já se manifestou em oposição à obra foram arquitetos japoneses, contrários ao design, à dimensão e ao custo programados para o novo estádio – o qual dizem ter o desenho de um capacete de ciclismo. O projeto foi feito pela arquiteta britânico-iraquiana Zaha Hadid.

“O novo estádio é desproporcional e uma violação, levando-se em conta que o foco é uma Olimpíada que se preocupa em não exagerar nos gastos”, disse a arquiteta Karen Severns, que participou da manifestação. O estádio atual foi utilizado na Olimpíada em Tóquio em 1964, além de ter sido palco entre 1980 e 2001 do antigo jogo que definia o campeão mundial interclubes, entre o campeão da Libertadores e o da Liga dos Campeões da Europa.