Entre os 278 clubes que disputaram os 25 campeonatos estaduais que aconteceram no País de janeiro a maio, o Atlético ocupa uma posição pífia quando o critério é média de público. O Furacão, segundo levantamento da Pluri Consultoria, foi o 51.º entre os que conseguiram levar torcedores aos jogos. No Paranaense, o Rubro-Negro, mesmo sendo vice-campeão, só atraiu, em média, 3.444 pagantes por partida. Ficou atrás de equipes mais modestas, que disputam competições menos expressivas e que já encerraram sua participação em 2013 por falta de calendário. Como Serra Talhada-PE (4.030) e Anápolis-GO (4.959), só para exemplificar.

A situação piora para o Atlético quando se compara o desempenho financeiro dele no Estadual com o de outros clubes. O Furacão figura na 65.ª, de acordo com a lista da consultoria. Enquanto o Coritiba arrecadou, em média, R$ 173 mil por partida, o Rubro-Negro apenas R$ 44 mil. No fim das 24 partidas o Atlético faturou R$ 530.540,00, enquanto o rival embolsou quantidade igual a R$ 2.078.387,00. A história se repetiu também nos dois jogos em que o Furacão foi mandante na fase pré-Copa das Confederações do Campeonato Brasileiro. Tanto no duelo contra o Cruzeiro (2 x 2 , na Vila Olímpica) quanto no jogo contra o Flamengo ( 2 x 2, em Joinville) os rubro-negros ocuparam apenas 26% da área disponível a eles nos estádios.

Na há dúvida de que é uma consequência do fato de o clube estar atuando fora da Arena da Baixada – em obras desde o final de 2011 para receber jogos da Copa do Mundo. Do mesmo problema sofrem os clubes cariocas, que tiveram que se tornar itinerantes depois da interdição do João Havelange e com o Maracanã sendo preparado para a Copa das Confederações. No Estadual do Rio de Janeiro, o Botafogo viu sua média de público cair e estagnar-se em 4.170 pagantes. Já o Fluminense, amargurou a ingrata 54.ª colocação, com média de 3.345 pagantes, números inferiores às médias de Atlético e Paraná Clube, que ocupam a 51.º e a 53.º posição, respectivamente.

Para o Furacão, o desinteresse da torcida em acompanhar o time nos jogos tem se refletido na adesão ao programa sócio-torcedor. Com o objetivo de chegar aos 30 mil associados até o fim de 2013, a diretoria tem se esforçado, no entanto sem êxito. O clube não divulga o número atual de torcedores afiliados, mas revela que, desde março, quando foi aberta a venda de novas cadeiras na nova Arena, apenas 1.528 atleticanos tornaram-se sócios. A expectativa é que a partir da 6.ª rodada do Brasileiro a torcida reapareça, já que o Atlético irá fixar residência na Vila Capanema.