O ex-goleiro Marcos comentou hoje o comportamento do meia Valdivia, que pretende deixar o Palmeiras após ter passado por um sequestro relâmpago na última quinta, e lembrou que não abandonou suas obrigações profissionais quando foi alvo de violência.

 

“Eu estava na casa da minha sogra assistindo TV, quando vi os bandidos na cozinha. Achei que era pegadinha. Mas os caras nos roubaram. Fui lá, fiz boletim de ocorrência e treinei no outro dia”, disse, durante evento para torcedores da equipe paulista em Porto Alegre.

Apesar da aparente alfinetada no comportamento do atual camisa 10 palmeirense, Marcos fez questão de frisar que Valdivia talvez não esteja acostumado com a violência no Brasil e, por isso, agiu de uma maneira diferente.
“Não sei como é no Chile. Mas sei que ele nunca passou por uma situação como essa”, disse o ex-goleiro.

O jogador e sua mulher, a modelo Daniela Aránguiz, ambos chilenos, sofreram um sequestro-relâmpago na quinta-feira passada, na zona oeste de São Paulo, na saída de uma locadora de vídeos.

Valdivia ganhou folga da diretoria palmeirense para colocar a cabeça em ordem. E só retornou ao Brasil nesta semana, decidido a romper com o clube, já que sua mulher não quer mais morar no país.

Apesar de não confirmarem oficialmente, os cartolas já não contam mais com o jogador e estão à espera de propostas para negociar seus direitos federativos -um empréstimo, pelo menos por enquanto, está descartado.

A gente torce para que ele permaneça no Palmeiras. Acredito que passado uns dez dias, as coisas vão mudar. Você fica traumatizado por um tempo, mas depois a vida segue”, completou Marcos.