“Sei a hora de lançá-lo como titular”. O técnico Sérgio Soares fala com conhecimento de causa. Afinal, já trabalhou com Rafinha (no Santo André) anteriormente e foi responsável pela contratação do atleta. O retrospecto recente indica para a titularidade do meia já para o jogo frente ao Fortaleza no próximo fim-de-semana. Uma situação não confirmada pelo treinador. Soares demonstra confiança também em Wando, atual titular da camisa 7.

Mesmo não sendo um “goleador nato”, Wando é uma peça chave no esquema do treinador. Combativo, ele é daqueles atacantes que não se escondem do jogo. Muitos dos cartões dos adversários são resultado imediato da atitude de Wando dentro de campo. Sérgio Soares recuperou o jogador, que estava em descrédito quando da sua chegada ao clube. “Já o havia enfrentado várias vezes e ele sempre me trouxe dificuldade. Ele está recuperando a plena forma”, analisa o comandante paranista.

E isso, sem conseguir marcar muitos gols. Na verdade, desde a sua chegada, Wando só marcou uma vez. Foi na vitória (1×0) sobre o São Caetano. Foi a partir desse “golzinho” que o atacante começou a ganhar pontos também com a torcida tricolor. Só que apesar de toda a vontade e mobilidade, o camisa 7 também desperdiça muitas chances. Contra o Bragantino, ele deixou de marcar num lance sem goleiro e com o zagueiro caído “dentro do gol”. Diante do Vila Nova -seu ex-clube – quase marcou um gol de “peixinho”.

Na contrapartida, Rafinha se mostra um jogador extremamente efetivo quando o assunto é bola na rede. Desde a sua chegada, o Paraná não mais perdeu. Lançado contra o Bragantino, aos 22 minutos do 2º tempo, precisou de nove minutos para executar um ótimo lançamento para Davi “resolver” um jogo complicado. Na partida seguinte, entrou aos 19 minutos – também da etapa complementar – e, mesmo não brilhando, fez o gol que por pouco não foi o da vitória, sobre o Campinense. Na última sexta, Rafinha comprovou que além da qualidade técnica é um jogador “iluminado”.

Na sua primeira participação -entrara aos 28 minutos -, ele mandou um chutaço de fora da área. A bola desviou no zagueiro Édson Borges e “matou” o goleiro Max. No último minuto, selou sua participação com um golaço, driblando dois marcadores e tocando na saída do goleiro. Lances que empolgaram a torcida e deixaram Wando de “barbas de molho”. Afinal, mesmo sendo um meia, Rafinha será utilizado desta forma por Sérgio Soares, que não pretende tão cedo abrir mão do 3-5-2. Na prática, ou joga Wando ou joga Rafinha. Com a palavra Sérgio Soares.